Lésbica ou mulher gay?

Nos últimos dias, uma discussão na LISTAGLS, um “yahoogrupo” dos mais populares entre pessoas LGBT, tem levantado o questionamento sobre como as mulheres que amam, gostam, se relacionam afetiva-sexualmente com mulheres preferem ser chamadas no dia-a-dia: Lésbica ou mulher Gay?

A maioria das pessoas que responderam ao questionamento são homens que se identificam como gays. Não fiquei muito satisfeita com as respostas, até porque as mulheres “em questã” não se manifestaram em grande quantidade – apenas duas responderam, frente a mais de 6 homens que responderam ao incômodo da companheira Dê. Então resolvi perguntar aqui.

Por favor, responda apenas se você for uma mulher. (Er… defina mulher? Enfim, você entendeu, né?)

BSB 23.11.2009

SAIA DE SAIA! Protesto contra o linchamento de Geisy Arruda

Data: sexta feira 13 de novembro

Local: pelo Brasil

traje: saia(como quiser)

 

Pessoas Queridas,

 

Sinal de que há ainda muito por dizer, fazer, muito pouco do que as mulheres pretendem foi alcançado, no que diz respeito às mentalidades e representações. O feminismo ainda faz sentido, os espaços de liberdade não estão assegurados e nem ao menos sabemos como analisar esse fenômeno cíclico a que chamamos feminino, que vai e vem, que nos deu o voto e o direito à educação; a algumas deu o direito ao seu corpo, a outras a um pouco de dignidade ou à consciência de ser. E a todas talvez a única satisfação de reconhecer-nos numa experiência ao mesmo tempo diferente e comum de viver no feminino.

 

então, na sexta-feira 13 novembro de 2009

 

SAIA de SAIA…

 

… pra sair, sair da rotina, sair de casa, sair da casinha, pra vestir uma saia e dançar, pra sair como quiser!

Uni-Tali-Ban

análise informe publicitário uniban

do TwitPix

Manifesto do artigo feminino

Por Dê Jota, publicado no Dykerama.com

Cansei de Parêntesis!Eu, sujeita definida, podendo ser simples ou composta, cansei de ser excluída das especificidades e de me ver generalizada em “os” ou entre parêntesis. Essa generalização masculinizante é fruto e prova de uma construção sócio-cultural pensada por seres machos, e excludente.

Protesto contra a subutilização da forma feminina para construir discursos e rejeito a masculinização das mulheres a serviço da concisão textual. Ora, se “A pessoa”, substantivo feminino simples, variável em gênero número e grau é o instrumento discursivo que pode designar toda a humanidade, porque o termo generalizante largamente utilizado tem que ser “o homem”?

O ser humano pode ser substituido por a humanidade, mas a pessoa humana não abre precedente para uma construção frasal em que o homem seja o sujeito, sempre. Porque cargas d’água as pessoas continuam excluindo as presentes? “Boa noite a todos” não inclui as mulheres; mas se flexionamos para “boa noite a todas” estamos falando com todas as pessoas presentes.

Rejeito o gênero vacilante! Rejeito a uniformidade do comum de dois, do epiceno e do sobre comum. Respeitem a minha individualidade e não me generalizem em classes gramaticais. Quero um discurso inclusivo em todos os aspectos linguísticos e que venham a mim os substantivos biformes e os heterônimos. Venha a mim uma uniformidade que generalize o mundo das palavras para a forma feminina nos concretos, abstratos, comuns, próprios e coletivos. Quero a desinência de gênero feminina!

Cansei de viver entre parêntesis!

Flora Matos e Instituto

Vejam se minha irmão não é uma jóia, uma pérola, uma graça, gente!!!

Sou irmã coruja, mesmo, e assumo! Mas também, tem como não ser, com essa turma taletosa desse jeito?

http://www.facebook.com/l.php?u=http%253A%252F%252Fwww.youtube.com%252Fwatch%253Fv%253DvrfaE7q4whc&h=6bc84ecdde9017a8e27329d016cd0ba3&ref=nfhttp://www.youtube.com/watch?v=vrfaE7q4whc

Substantivo Masculino, Artigo Feminino e Verbo Auxiliar

REDAÇÃO DA ALUNA DA UFPE. Peguei no blog da Ana Paula De Faria.

Curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.

“Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.

Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.

Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.

O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão

verbal, e entrou com ela em seu aposto.

Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.

Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.”

LESBIFEST, parte posterior

Eita, gente… foi DIVERTIDA DEMAIS essa festa!!!! Quem não foi, não foi. Se liga pra ir na próxima! A Casa de Jorge adorou a gente, e ofereceu pra fazermos muitas festas lá. BORA??

Pra quem andava curiosa sobre o meu número drag king… Aqui vai uma foto do camarim. Eu não ganhei… mas também: concorri com Roy Orbison, Freddie Mercury, Frank Sinatra e um Malandro da Lapa! Quem aguenta? kkkkk!

Pepeura!!

.L.E.S.B.I.F.E.S.T.!.!.!.

Meu número pro Concurso de Drag King já está pronto!! A fantasia também! A oficineira de foto confirmou! Os filmes já estão reservados! O ‘L QUIZZ’ também já está todo prontinho, e já tem até mestre de cena pra apresentar!! uhuuuuuuu! VAI BOMBAAAAAAAAAAAAAR!!!!

VAI PERDER??

Prazeres Dissidentes

PrazeresDissidentesConvite