Financiar o ódio é um mal negócio

Graças ao PayPal, enviar e receber dinheiro através de continentes e entre moedas nacionais é mais fácil do que nunca – mas o PayPal também é responsável por assegurar-se de que esta tecnologia não caia nas mãos erradas. Vários grupos extremistas, violentos e anti-LGBT estão usando o PayPal para arrecadar fundos a suas causas perigosas.

Promover “ódio, violência, [e] intolerância racial” não é apenas contra as regras do PayPal;  estes grupos de ódio também prejudicam a marca e a credibilidade da companhia.

Vamos pedir ao PayPal que se una à luta contra o ódio na internet e que feche imediatamente as contas de grupos extremistas anti-LGBT?

ASSINE AQUI.

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Brasil: epicentro de assassinatos de LGBTs?

No dia 2 de março, uma câmera de segurança flagrou a execução brutal de Priscila, uma travesti de 22 anos, em Belo Horizonte, MG. Menos de 24 horas depois, outra travesti foi baleada na mesma cidade e na semana seguinte, mais uma foi assassinada em São Paulo, e seu corpo jogado num terreno abandonado.

Dono do maior índice de violência transfóbica do mundo, o Brasil registra uma explosão de homicídios de pessoas LGBT – mais de 250 no ano passado. O clima não é nada amigável para transexuais e travestis, lésbicas, gays e bissexuais no Brasil. À medida que essa violência brutal vai crescendo, vidas de LGBTs estão sendo literalmente ceifadas nas ruas do país que é considerado líder global na defesa dos direitos humanos e que tem no Rio de Janeiro o título de melhor destino gay do mundo.


Desde 2006, algumas lideranças no Senado tentam aprovar o Projeto de Lei da Câmara que puniria os crimes de ódio contra LGBTs e poria mais pressão nas polícias locais no sentido de proteger esta população. No entanto, devido a acordos estabelecidos durante a campanha presidencial, a presidente Dilma Roussef tem se omitido a esse respeito. Em nome de acordos políticos para garantir sua eleição, a presidente se afasta do prometido papel de “mãe do povo brasileiro”, e vem permitindo que continuem os ataques violentos por motivação transfóbica, lesbofóbica e homofóbica de que temos notícias todos os dias.

Se milhares de nós, no Brasil e no mundo inteiro, dedicarmos um momento de nossos dias para lembrar a vida roubada de Priscila e nos opusermos ao ódio contra transexuais, travestis e homossexuais, podemos influenciar a presidente Dilma a seguir o caminho da justiça e proteger pessoas como Priscila e tantas outras que diariamente arriscam suas vidas simplesmente ao colocar os pés fora de casa. Você dedicaria um instante para pedir à presidente Dilma que declare imediatamente seu apoio a esta lei que poderá salvar vidas? É uma pequena ação que poderá fazer uma enorme diferença:

www.allout.org/br/priscila

A batalha contra a transfobia, a lesbofobia e a homofobia no Brasil não se limita apenas ao poder legislativo. Um movimento contrário aos avanços conquistados por grupos que lutam pela igualdade de direitos espalha-se também pelas redes sociais. Em novembro de 2010, o termo “homofobia sim!” apareceu como um dos dez mais mencionados no Twitter no país, acompanhado por uma onda de mensagens de ódio, tais como “homossexuais são o câncer desse país” e “mate um viado, vamos fazer um favor a ele porque eles vão queimar de qualquer jeito”.

Quando este tipo de discurso violento toma as ruas, a imprensa rapidamente trata de lançar a culpa sobre a pessoa que sofreu o ataque, especialmente quando se tratam de mulheres transexuais e travestis como Priscila. Descrevem-nas como vítimas de um estilo de vida clandestino, associado a drogas e prostituição. Porém, o problema maior combina uma cultura e um sistema legal que sinalizam à população que atacar e até matar pessoas LGBT não é nada de mais – “deixa pra lá”. Apenas no último fim de semana, mais dois homicídios brutais ocorreram: uma travesti morreu baleada em São Paulo, e um homem gay foi esfaqueado e teve os olhos arrancados, aparentemente caracterizando mais um crime de ódio, no estado do Amazonas, região norte do Brasil.

A lei em tramitação no Senado não vai apagar a homofobia da sociedade, mas vai transmitir uma mensagem poderosa dizendo que LGBTs brasileiras e brasileiros são iguais a todas as pessoas diante da lei, merecem os mesmos direitos e proteções que todas as demais cidadãs e cidadãos do Brasil.

Você vai assinar esta carta à presidente Dilma pedindo que ela declare publicamente seu apoio à aprovação dessa medida desesperadamente necessária o mais rápido possível? Se alcançarmos 10 mil assinaturas, iremos com os demais grupos defensores dos direitos LGBT no Brasil entregar a carta diretamente à presidente Dilma.

www.allout.org/br/priscila

“Este foi um assassinato muito cruel, não podemos deixar que isso continue acontecendo”, disse (a) Anyky Gonçalvez de Lima, uma ativista travesti com o Centro de Luta Pela livre Orintação Sexual de Belo Horizonte/MG. Anyky lembra de como Priscila gostava de se divertir, de seu senso de humor. “Se não lutarmos contra isso, as meninas vão continuar morrendo”.

Assine agora, por Priscila e por brasileiras e brasileiros que lutam pelo direito de viver sem ataques de ódio.

Tudo de bom e vamos All Out!

Andre, Jeremy, Joseph, Prerna, Tile, Wesley e toda a equipe de All Out.
www.allout.org

All Out está juntando pessoas em todos os cantos do planeta e de todas as identidades – lésbicas, gays, heterossexuais, transgêneros e todas as variações possíveis entre essas e além – para construir um mundo onde todas as pessoas possam viver livremente e sejam acolhidas por serem quem são.

 

FONTES:

PLC122
http://www.senado.gov.br/atividade/materia/consulta.asp?Tipo_Cons=6&orderby=0&Flag=1&RAD_TIP=PLC&str_tipo=XXX&selAtivo=XXX&selInativo=XXX&radAtivo=S&txt_num=122&txt_ano=2006&btnSubmit=pesquisar

Travesti é morto com nove tiros na Afonso Pena
http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2011/03/02/interna_gerais,212936/travesti-e-morto-com-nove-tiros-na-afonso-pena.shtml

Travesti assassinado no Morumbi II
http://www.urgencia190.com.br/noticias_detalhes.php?travesti-assassinado-no-morumbi-ii&ID=NTcz

Homophobic hate crimes spreading throughout Brazil
http://blog.amnestyusa.org/iar/homophobic-hates-crimes-spreading-throughout-brazil/

Número de assassinatos de gays no país cresceu 62% desde 2007, mas tema fica fora da campanha
http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/10/16/numero-de-assassinatos-de-gays-no-pais-cresceu-62-desde-2007-mas-tema-fica-fora-da-campanha-922804348.asp

Reported Deaths of 91 Murdered Trans Persons from November 20th 2009 to November 19th 2010
http://www.transrespect-transphobia.org/uploads/downloads/TMM/TvT-TMM-TDOR2010-Tables-en.pdf

Não Homofobia
http://www.naohomofobia.com.br/lei/index.php

Marta Suplicy acredita que novo Senado é favorável à lei anti-homofobia
http://www.dolado.com.br/noticias/marta-suplicy-acredita-que-novo-senado-e-favoravel-a-lei-anti-homofobia.html

“Governo Dilma: direitos humanos como foco”
http://dilma.pt/governo-dilma-direitos-humanos-como-foco

Você acha que não existe Homofobia? #HomofobiaNão #PL122Sim
http://www.youtube.com/watch?v=YG8EKh9RWXQ&feature=player_embedded#at=17

Foi por um triz

Este post foi corrigido em 03 de fevereiro de 2011.
A data da nova sessão para rever o pedido de asilo de Brenda Namigadde é 7 de fevereiro de 2011, segunda-feira.
Ainda há tempo de mandar seu recado para o governo da Inglaterra e salvar Brenda de perseguições, criminalização ou a morte por causa de sua orientação sexual.

Foi por um triz.

Os últimos dias de janeiro de 2011 testemunharam uma demonstração massiva de solidariedade global com Brenda Namigadde. Cidadã de Uganda, negra, lésbica, Brenda fugiu de seu país há 8 anos, depois de ter sua casa queimada, em apenas mais uma das inúmeras demonstrações de intolerância e violência que ela viveu durante sua vida. Fugiu para a Inglaterra, onde apresentou pedido de asilo baseado no compromisso do Reino Unido de abrigar pessoas que estejam sob ameaça em seus países por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

A solicitação de asilo foi negada a Brenda por um juiz que alegou não ter evidências suficientes de sua homossexualidade, já que a moça não possui e não tem o hábito de ler revistas sobre a temática LGBT. À medida que a história de Brenda vai se desdobrando, notícias alarmantes surgem a respeito de como os casos de exílio LGBT são processados de maneira aleatória e às vezes francamente ofensiva. Quanto mais cavamos, mais claro vai ficando que o sistema de proteção de pessoas sob perseguição está terrivelmente cheio de falhas e exige a nossa atenção.

A deportação estava confirmada para o dia 21 de janeiro de 2011, mas houve um erro na lista de passageiros e o embarque teve que ser adiado para o dia 28 do mesmo mês. A jornalista Melanie Nathan do site LezGetReal.com soube da notícia e começou uma mobilização para salvar Brenda da violência e perseguição certas caso voltasse ao seu país.

Com a viagem confirmada para a última sexta-feira (28/1), LezGetReal se juntou à LGBT Asylum News, AllOut.org, GetEqual.org e colocaram no ar uma carta pública endereçada à Secretária do Interior do Reino Unido pedindo que Brenda não fosse deportada. Em apenas três dias, quase 60 mil pessoas assinaram a carta numa movimentação grande demais para ser ignorada por qualquer autoridade britânica. Brenda já estava dentro do avião quando chegou a liminar suspendendo sua deportação.

Foi uma vitória de um movimento global jovem, bem informado, comprometido com a garantia de direitos iguais para pessoas LGBT e conectado via internet pelo mundo todo. O que assistimos foi, provavelmente, a inauguração formal de um novo modelo de mobilização política pelos direitos sexuais, com a característica muito particular dos tempos atuais: a mobilização instantânea.

Uganda é atualmente um dos países mais perigosos para lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans viverem, segundo classificação da ILGA. As relações sexuais entre homens é punível com até 10 anos de reclusão, e o sexo entre mulheres é considerado ilegal. Enquanto diversos países da América Latina e Europa estão aprovando leis de igualdade para pessoas LGBT e casais formados por pessoas do mesmo sexo, em Uganda tramita uma proposta de lei que institui pena de morte para homossexuais. O parlamentar Ugandense que está promovendo a Lei Anti-Gays (que prevê pena de morte para homossexuais) ligou diretamente para Melanie Nathan para criticar a “cobertura de péssima qualidade” que ela vem fazendo desse tema em seu site, deixando claro que está acompanhando passo a passo o caso de Brenda. Chegou a dizer que estava aguardando Brenda chegar a Campala para se desculpar e se “reformar”, ou seja, “curar” sua lesbianidade. Ou…

Há uma semana, o caso de Brenda era virtualmente desconhecido, e era certa a sua deportação para Uganda, onde o querido ativista pelos direitos LGBT David Kato foi brutalmente assassinado na última quarta-feira. Mas graças a você e mais de 60 mil outras pessoas que enviaram cartas, marcharam pelas ruas de Londres e compartilharam a história de Brenda, nós construímos um apelo internacional que fez barulho demais para que a Secretária do Interior da Inglaterra Theresa May e outras autoridades daquele país pudessem ignorar.

É uma história incrível, mas ainda não acabou…

No dia 7 de fevereiro, o pedido de exílio de Brenda será revisado – a corte decidirá de uma vez por todas se aprova ou nega autorização para que possa viver aberta e livremente na Inglaterra. A situação parece positiva, com muitas pessoas levantando a voz em seu apoio. Mas nós precisamos manter a pressão sobre Theresa May e o governo inglês para que cumpram a promessa de priorizar pedidos de exílio de pessoas LGBT.

Portanto, se você ainda não fez a sua parte, ainda é tempo. Por favor espalhe a história de Brenda pelo mundo afora e diga ao Departamento de Interior do Reino Unido que você se importa com Brenda.

Ninguém será livre até que todas as pessoas sejam livres.

http://www.allout.org/brenda/taf

Parada reúne público de 100 mil pessoas em prol do orgulho LGBT

Fonte: A Gazeta do Acre

Um verdadeiro sucesso! Assim pode ser resumida a VI edição da Parada Gay (ou do Orgulho LGBT – Lésbicas, Gays, Bi e Transexuais). Com uma imensidão de cores vivas tomando conta do Segundo Distrito da cidade, o maior espetáculo da diversidade bateu todos os recordes com  público surpreendente de 100 mil pessoas, conforme estimativas oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.Foram recebidos desfilantes de todo o Estado, além de comitivas de vários cantos do país. Uma vitória massiva para a causa!
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A estimativa é referente a todos os eventos da parada, desde  concentração na Gameleira (com show cover da Lady Gaga) e o desfile pela Via Chico Mendes, até o show de encerramento com a banda Moinho no estacionamento do estádio Arena da Floresta.

Com tamanha participação popular, a parada já é uma das maiores festas acreanas. E tem tudo para consolidar ainda mais este título. Em comparação com o desfile de 2009, que teve 75 mil pessoas, a mobilização de público deste ano foi 25% (1/4) maior. Já em relação ao quantitativo da sua 1ª edição (2005), a diferença é mais acentuada ainda, com acréscimo de quase 6 vezes (566,66%), ou seja, saltou de 15 para 100 mil pessoas.

De acordo com Germano Marino, presidente da Associação dos Homossexuais do Acre (Ahac), o público inicial esperado era de 75 mil pessoas, depois passou para 80 mil. Isto é, o desfile deste ano superou todas as melhores expectativas da entidade. Para o ativista homossexual, o ponto mais positivo é que isso mostra a presença das famílias acreanas em prol da celebração da causa LGBT, condenando práticas socialmente exclusivas, tais como o preconceito, a discriminação, o estereótipo e/ou a indiferença.

“Com esta edição, não podemos dizer que a parada só atingiu suas metas. Ela foi muito além, superando todas as nossas melhores projeções. E o mais importante foi ver tantas classes da sociedade acreana misturadas, envolvidas, convivendo entre si sem nenhum tipo de constrangimento. Foi uma festa onde vimos ricos e pobres lado a lado”, afirma.

Espetáculo pacífico – Outra grande conquista conceitual para o movimento LGBT foi o andamento da Parada Gay sem casos de violência. Conforme Germano Marino, a PM e o Detran não registraram nenhuma ocorrência de tumulto, desordem ou confusão antes e durante toda festa (relacionado), tanto na parte de policiamento, quanto de trânsito.

“Foi um evento tranqüilo, com violência zero. Por isso, atraiu tantas pessoas de fora. Só de Rondônia foram 3 ônibus lotados de participantes, além daqueles que preferiram vir de avião. Também recebemos um grande público do interior do Estado”, completa ele.
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Emanuelle Araújo da banda Moinho

Serra, Marina e Plínio na TV Canção Nova (segunda, 22/8/2010)

O Dia Online

Rio – Os candidatos à Presidência José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio Arruda Sampaio (PSOL) participam amanhã (hoje, 22 de agosto), às 22h, de debate promovido pela TV fechada Canção Nova, com retransmissão pela rede de rádio e TV Aparecida. Dilma Rousseff (PT) foi convidada, mas não vai participar.

No mês passado, Dilma se envolveu em polêmica depois que o bispo de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, pregou o boicote dos católicos à candidatura petista, sob o argumento de que a ex-ministra defende a descriminalização do aborto. A assessoria de Dilma não informou se é este o motivo de sua ausência.

Temas como aborto, uso de células-tronco embrionárias e uso de símbolos religiosos em locais públicos estão na pauta do debate, previsto para durar duas horas.

A emissora pertence à comunidade católica Canção Nova, que segue a linha Renovação Carismática. No Rio, o canal pode ser sintonizado por antena parabólica e pelas TVs por assinatura TVA (canal 166) e Sky (canal 24). O debate será no auditório da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, e terá como mediador o padre Antônio Cesar Moreira Miguel, diretor da Rede Aparecida.

FONTE: CCR (Comissão de Cidadania e Reprodução)

http://www.ccr.org.br/a_noticias_detalhes.asp?cod_noticias=11187

DILMA divulga manifesto para acalmar povo de Deus

Petista divulga manifesto para acalmar povo de Deus

23/8/2010)

Vera Rosa / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

Em carta, ela defende a família e promete não espichar a polêmica sobre aborto e união civil entre homossexuais

Vedete da campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, a Carta ao Povo Brasileiro, feita sob medida para acalmar o mercado, ficou para trás. De olho no voto de católicos e evangélicos, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, escreveu agora um manifesto intitulado Carta ao Povo de Deus, no qual defende a família e promete não espichar a polêmica sobre aborto e união civil entre homossexuais.

Cabe ao Congresso Nacional a função básica de encontrar o ponto de equilíbrio nas posições que envolvam valores éticos e fundamentais, muitas vezes contraditórios, como aborto, formação familiar, uniões estáveis e outros temas relevantes, tanto para as minorias como para toda sociedade brasileira, diz a carta assinada por Dilma.

No último parágrafo do manifesto, que será distribuído em seu comitê, a petista pede oração e voto para ter a oportunidade de continuar o projeto de Lula. Em tom pontuado por expressões de fé e esperança, Dilma diz que programas como o Bolsa-Família e o Minha Casa Minha Vida resgatam valores da cidadania e a semente do Evangelho.

Disposta a cativar todas as denominações cristãs, ela observa que a miséria e as distorções sociais têm o dedo imperfeito do homem, e não o desígnio de um Deus perfeito.

Na quinta, Dilma conversou com o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, d. Geraldo Lyrio Rocha, em Brasília. Estava acompanhada por Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula e ex-seminarista.

A visita de Dilma à sede da CNBB ocorreu no rastro da polêmica envolvendo o bispo de Guarulhos (SP), d. Luiz Gonzaga Bergonzini. Em artigo intitulado Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus – postado no mês passado no site da CNBB -, o religioso defendeu o boicote à candidatura de Dilma por considerar que a petista defende o aborto, embora ela não tenha pregado sua legalização.

Coordenado pelo pastor e deputado Manoel Ferreira (PR-RJ), o comitê evangélico pró-Dilma também produziu uma cartilha contendo 13 motivos para o cristão votar nela. Na lista consta que a candidata faz parte de uma geração que lutou pelo ideal da liberdade democrática, tanto quanto pela liberdade cultural e religiosa. Na tentativa de combater a fama de durona que maltrata os subordinados, o texto diz ainda que Dilma é humilde e conhece o sofrimento, a dor e a necessidade do ser humano. / V.R.

FONTE: CCR (Comissão de Cidadania e Reprodução) http://www.ccr.org.br/a_noticias_detalhes.asp?cod_noticias=11180

400 ativistas LGBT em Curitiba para a V Conferência ILGA-LAC

V Conferência Regional ILGA-LAC

400 Líderes LGBT da América Latina e do Caribe se reunem em Curitiba de 26 a 31 de janeiro.

Cerca de 400 ativistas em defesa dos direitos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) de 35 países se encontrarão na próxima semana para discutir diferentes aspectos da defesa da cidadania e combate ao preconceito e à homofobia. Com uma programação variada e abrangente, a V Conferência Regional da ILGA na América Latina e no Caribe será realizada em Curitiba (PR), Brasil, de 26 a 31 de janeiro.

A ILGA (Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais) é uma federação mundial que congrega grupos locais e nacionais dedicados à promoção e defesa da igualdade de direitos para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais (LGBTI) em todo o mundo. Fundada em 1978, a ILGA reune entre seus membros mais de 670 organizações, entre pequenas coletividades e grupos nacionais, representando, assim, mais de 110 países, oriundos de todos os continentes. No encontro de Curitiba, estará representada a seção da América Latina e Caribe da ILGA.

O evento discutirá os direitos humanos de LGBT na América Latina e Caribe (LAC). Na região LAC nos últimos anos, houve alguns avanços como descriminalização da homossexualidade no Equador, Nicarágua, Chile e Panamá. No entanto existem onze países (Antigua e Barbuda, Barbados, Belize, Dominica, Granada, Guiana, Jamaica, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadina e Trinidad e Tobago) onde a homossexualidade é considerada crime, o que demonstra a necessidade urgente de ações do movimento e governos no enfrentamento desse e de outros desafios. Na Conferência haverá representantes de 8 destes 11 países e serão discutidas estratégias de descriminalização.

Pré-Conferências

Antecedendo a Conferência, foram planejados encontros preparatórios no dias 26 e 27. O objetivo é tratar de forma específica temas diretamente relacionados à defesa dos direitos LGBT. São eles:

· I Fórum de Gays, HSH e Trans da América Latina e do Caribe sobre HIV/Aids – ASICAL*

· 1º Encontro sobre Homo-Lesbo-Transfob ia na escola – GALE**

· 1ª Conferência Regional da InterPride** *

· 1º Seminário Latino Americano e Caribenho de Mulheres Lésbicas e Bissexuais

· Pré-Conferência de Pessoas Trans

· Pré-Conferência de Jovens LGBTI

· Seminário Homo-Lesbo-Transfob ia e Racismo

· Pré-Conferência: o Executivo e Políticas Públicas para LGBTI

· Seminário: Avanços legais, políticas públicas e o combate ao fundamentalismo na América Latina

· Pré-Conferência: Mídia e LGBTI

* ASICAL: Associação para a Saúde Integral e Cidadania na América Latina e no Caribe

** GALE: Global Alliance for LGBT Education

*** InterPride: Associação Internacional de Organizadores de Eventos do Orgulho LGBT

Abertura

A abertura será realizada no dia de janeiro, às 18.30 horas, na Estação Embratel Convention Center (acesso pelo Shopping Estação – Avenida Sete de Setembro, 2775 – Centro, Curitiba).

Na solenidade de abertura está confirmada a presença das seguintes autoridades: Ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Senadora Fátima Cleide, Coordenação da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT no Senado Federal; Deputado Federal José Genoino, Coordenação da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT na Câmara dos Deputados; Deputado David Razú Aznar, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Distrito Federal do México; Dr. Pedro Chequer – Coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids no Brasil; Eduardo Gutierrez – Representante- residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil; Dra. Pamela Bermúdez – da Organização Pan-Americana da Saúde / Organização Mundial da Saúde no Brasil.

A solenidade de abertura também contará com a presença de integrantes do movimento LGBT, incluindo; Billy Urich – Vice-Presidente de Operações da InterPride e Presidente do Comitê da InterPride sobre Direitos Humanos Internacionais LGBTI; Gloria Careaga – Secretária Geral da ILGA; Belissa Andía Pérez – Secretária Trans da ILGA; Amaranta Gómez Regalado – Secretária Trans da ILGA na América Latina e no caribe; Beto de Jesus – Secretário da ILGA na América Latina e no Caribe; Toni Reis – Coordenador Geral da Comissão Organizadora Local da V Conferência ILGA-LAC; e Rafaelly Wiest – Presidente do Grupo Dignidade e da V Conferência ILGA-LAC

Na Abertura, uma mensagem do Presidente Lula aos participantes da Conferência será lida pelo deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), integrante da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT.

Apoio

A Conferência conta com o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a Organização Pan-Americana da Saúde, o Fundo Global para Mulheres, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o Governo do Estado do Paraná, o Governo do Município de Curitiba e a Itaipu Binacional.

Realização

· Grupo Dignidade pela cidadania LGBT

· CEPAC – Centro Paranaense de Cidadania

· APPAD – Associação Paranaense da Parada da Diversidade

· DOM DA TERRA

· Artemis – Associação Paranaense da Parada da Diversidade

· Transgrupo Marcela Prado

· Aliança Paranaense Pela Cidadania LGBT

Local

· CONFERÊNCIA: Victória Villa Hotel – Avenida Sete de Setembro, n° 2448 – Centro, Curitiba, Paraná. Fone (41) 3324-7878‎

· ABERTURA OFICIAL – 27/01 – 18:30 horas : Piso Portinari da Estação Embratel Convention Center– Acesso pelo Shopping Estação – Avenida Sete de Setembro, 2775 – Centro, Curitiba, Paraná.

Programação completa

http://www.ilgalac. grupodignidade. org.br/port/ index.php

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