A Graça e a Glória

Associação das Travestis aprovam o desempenho de Carolina Ferraz em papel de cinema

O longa ‘A Graça e a Glória’ começa a ser rodado no início de 2011, tendo os bairros cariocas de Copacabana e Glória como principais locações.

Léo Martinez Do EGO, no Rio


Com o início das filmagens previsto para 2011, o longa “A Graça e a Glória” já está dando o que falar. Tendo Carolina Ferraz na dupla função de atriz e produtora, o filme contou com uma assessoria especial formada por travestis de uma ONG carioca.

“Apresentamos para a Carolina os extremos da nossa vida, do lado mais baixo até o mais elevado, digamos assim. No começo, achamos que ela fosse ficar assustada com nossa vida, mas ela sempre se demonstrou muito entusiasmada e cheia de disponibilidade de aprender um pouco desse universo. Teve um dia em que estava chovendo muito aqui no Rio e a gente já havia agendado uma visita aos pontos de prostituição. Marcamos uma reunião antes e, quando ela chegou, a primeira coisa que ela disse foi se teria algum problema se a gente saísse na chuva. Isso foi fantástico”, contou Marjorie Marchi, na noite desta quarta-feira, 29.

Marjorie disse que já trabalhou como profissional do sexo e hoje em diia divide seus horários com reuniões militantes da causa homossexual e com a função de presidente da ASTRA – Associação das Travestis e Transexuais do Estado do Rio.

Ainda em entrevista ao EGO, a travesti contou que as amigas também prestaram consultoria para a escolha do figurino e maquiagem que serão usados por Carolina no cinema: “Ela está aprovada para viver com todo realismo essa personagem travesti sem cair na caricatura. Passamos tudo para ela, desde a maquiagem, o figurino e a maneira como a gente se comporta. “

Os desafios para atriz Carolina Ferraz

Empenhada com o projeto, que passou um tempo guardado na gaveta, Carolina Ferraz exaltou o desafio de viver uma personagem carregada de sentimentalismo: “Elas foram muito fofas comigo durante o nosso laboratório. Estou me sentindo bem tranquila para esse papel. É um universo incrível e diferente. Nessas nossas saídas, eu observei o comportamento das meninas na rua e entrevistei 62 pessoas envolvidas com o tema.”

A história de ‘A Graça e a Glória’

Para entender melhor o enredo do filme, o roteirista Mikael Alburquerque contou ao EGO a sinopse do longa. “Trata-se da história de uma mulher de meia idade que tem dois filhos e um irmão, vivido pela Carolina, que aparece como a travesti Glória, quando fica sabendo que sua irmã faleceu. A Glória vai entrar na história assumindo a figura materna e brigando pela guarda dos sobrinhos. A partir de então, a história se desenrola. Escolhemos alguns bairros bem tradicionais no Rio de Janeiro como a Glória e Copacabana onde ainda existe a prostituição de rua. Não se trata de um filme sobre travestis e sim uma relação entre esse mundo menos explorado e a realidade que a grande maioria conhece”

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(RJ) Caixa Cultural apresenta

Vestido Nuevo

Parte 1

Parte 2

Do “El País” de Espanha.

El segundo cortometraje de Sergi Pérez transciende la etiqueta de corto rosa y va directo al corazón. Al corazón de todos los que en algún momento se han sentido diferentes y han sufrido por ello. Vestido nuevo es la historia de Mario, un niño que el día de Carnaval en la escuela decide ponerse un vestido de niña para sorpresa de alumnos, profesores y familiares. Diez premios en diversos festivales nacionales avalan este corto de factura impecable e inmensa sensibilidad.

“Quería mostrar desde un punto de vista amable un tema que para muchos es algo negativo”, afirma su director. Niños, homosexualidad y escuela son temáticas peliagudas pero este catalán de 31 años sale airoso del reto con un guión que evita lugares comunes, una admirable dirección de actores y una realización llena de ternura. En suma, 10 minutos que hablan desde (y por) la diferencia.

Actualmente su realizador prepara nuevos proyectos y compagina su actividad de cortometrajista con la de publicista. El signo no de los tiempos para los realizadores de cortos de nuestro país y, en sus propias palabras, toda una prueba de fuerza: “Ser cortometrajista en España es como ser un representante de muebles o de cosméticos. Te pateas toda España (y parte del extranjero) en coche por carreteras secundarias para defender tu corto entre otros vendedores que también están mostrando su mercancía”. En ELPAÍS.com, los lectores tienen su Vestido nuevo a golpe de click. Disfrútelo.

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