Carnavalirizando

 

bloquinho na zona sul

 Tinha de um tudo do que tem na classe média. Velhas, crianças, gente bonita elegante e sincera, tudo bem alvinho. Não achei ninguém que eu conhecesse. O bloco estava ensaiando em etapa visivelmente preliminar. Achei que poderia encontrar ali alguma companhia boemia, alguém interessante; mas não foi o caso. Saí, rumei pro ponto. Chegou meu ônibus, entrei. Um rapaz avisou ao motorista, enquanto eu entrava, que um senhor cego estava pedindo entrada pela porta de trás. Ele entrou e anunciou lá do fundo ao cobrador que ficaria na passarela três. Todo mundo já sabe, avenida brasil. Cobrador orientou que se sentasse mais à frente. Lá vem ele tateando. Vem vindo, vem vindo, eu achando fofo tudo isso. Tinha assento bem na frente do cobrador, mas ele escolheu sentar-se ao meu lado. Fim da fofisse. Cheiro de mijo da porra.

Ponto perto da Glória, três pessoas com sotaque latino consultam ao condutor: Lapa? Galera no busão: siiiiii!! Yeeeeeeishhh! Entram e animadamente conversam durante o curto trajeto de três paradas.

imageO senhorzinho cego se justifica: foi muita chuva esses dias, cancelou meu cartão. Eu desço na passarela três e entro pra favela. Outro dia cheguei todo encharcado. Mas vai ser bom porque agora vou fazer uns exames, vou pegar um cartão com direito a acompanhante.  Assinto que acho digno, ele precisa e provavelmente merece.

Lapa. Cobrador: Lapa! LA PA, pausadamente, para o trio turista entender e ficar onde queria, no meio do fervo.

Meu ponto está chegando, então peço licença ao senhor cego. Ele se vira de ladinho, com todo cuidado, e agradeço para ele saber já pode voltar à posição.

Bom carnaval, minha filha.

Para o senhor também.

 

Casamento “bíblico” desmascarado

Quem clama que o modelo bíblico de casamento é o de marido e esposa unidos para toda a vida, aparentemente não anda lendo a Bíblia.

Por Miguel De La Torre
Tradução livre: Jandirainbow

Muitos cristãos de hoje em dia falam sobre o casamento tradicional bíblico, mas se a verdade for trazida a tona, saberemos que o casamento tradicional não é um conceito bíblico. De fato, seria difícil encontrar um cristão ou cristã dos tempos modernos que realmente consiga manter um casamento bíblico na prática, já que o entendimento bíblico a respeito do casamento significava a posse de homens sobre mulheres, e que estas existiam para o prazer sexual.

Após o casamento, a propriedade de uma mulher e de seu corpo passaria a ser do novo marido. Como chefes de família, os homens (geralmente na faixa etária de 18 a 24 anos) tinha poderes praticamente ilimitados sobre as esposas e sua prole.

Uma mulher se tornava disponível para a posse masculina logo após atingir a puberdade (em geral, entre 11 e 13 anos), ou seja, quando ela se tornava fisicamente apta a produzir filhos. Hoje, chamamos tal arranjo de estupro estatutário. O modelo bíblico para relações sexuais inclui homens adultos levando meninas para seus aposentos, como fez o Rei Davi em Reis 1:1-3.

Ao longo do texto hebreu, toma-se como certo que mulheres (assim como crianças) são bens dos homens. O texto não enfoca de maneira séria, ou não se concentra na condição das mulheres; sua identidade é formada por sua condição sexual em relação aos homens: filha virgem, noiva desposada, mulher casada, mãe, esposa infértil ou viúva.

Sua dignidade e valor como sujeito criado à imagem de Deus é subordinada às necessidades e desejos dos homens. Assim como bens materiais, o valor das mulheres é frequentemente comparado a uma casa ou um rebanho (Dt. 20:5-7), como demonstrado no último mandamento, “não cobiçarás do teu próximo a casa, a esposa, o escravo, o boi ou o jumento” (Ex. 20:17).

Uma vez que as mulheres eram excluídas de ser sujeitos deste comando, a mulher – como a casa, o escravo, o boi ou o jumento – é reduzida a objeto: apenas mais uma posse, mais uma parte da propriedade que pertence ao homem, e portanto não deve ser cobiçada por outro homem.

Existem muitas maneiras em que a Bíblia não pode ser um ponto de referencia literal ou um livro-guia para casamentos dos tempos modernos. Por exemplo, considerando que o propósito do casamento era a reprodução, a união poderia ser dissolvida pelo homem se sua mulher falhasse em lhe dar herdeiros.

Para além da reprodução, o casamento no contexto de uma ordem patriarcal também servia a fins políticos e econômicos. Os casamentos na antiguidade estavam focados principalmente na codificação das obrigações e responsabilidades econômicas.

Pouca atenção era dedicada a como o casal se sentia, um em relação ao outro. As esposas eram escolhidas nas boas famílias, não só para assegurar a legitimidade da prole de um homem, mas para fortalecer alianças políticas e econômicas entre famílias, clãs, tribos e reinados. Para assegurar-se que nenhum bastardo fosse tido como herdeiro legítimo, as mulheres ficavam restritas a apenas um parceiro sexual, seu marido.

Os casamentos bíblicos podiam ser endogâmicos – ou seja, aconteciam entre membros da mesma família extendida ou clã – diferentemente do conceito ocidental moderno de exogamia, em que uniões ocorrem entre “estranhos”.

Os homens podiam ter tantas parcerias sexuais quantas pudesse sustentar. Os grandes patriarcas da fé, como Abraão, Isaac, Jacó e Judá, tinham múltiplas esposas e/ou concubinas, e se deleitavam com prostitutas ocasionais (Gen. 38:15). Registra-se que o Rei Salomão, sozinho, tenha tido mais de 700 esposas princesas e 300 concubinas (1 Reis 11:3).

O livro de Levítico, ao instruir homens que queriam ter um harém, faz apenas uma proibição, que é não “possuir” irmãs (Lev. 18:18). A Bíblia Hebraica é clara ao dizer que os homens podiam ter múltiplas parcerias sexuais. As esposas garantiam herdeiros legítimos; todas as outras relações sexuais existiam para o prazer da carne.

A mulher, por sua vez, era limitada a apenas um parceiro sexual que mandasse nela – a menos, obviamente, que ela fosse prostituta.

O casamento bíblico era considerado válido apenas se a noiva fosse virgem. Se ela não o fosse, então teria que ser executada (Dt. 22:13-21).

Os casamentos só poderiam acontecer se as mulheres fossem crentes (Esdras 9:12). E se o marido morresse antes de ter filhos, seu irmão deveria casar-se com a viúva. Se ele recusasse, ele teria confiscada uma de suas sandálias, seria cuspido pela viúva, e teria de mudar seu nome para “A Casa do Descalço” (Dt. 25:5-10).

Ainda que não queiramos admitir, o casamento é uma instituiçãoo em evolução; um construto social que vem mudando para melhor desde os tempos bíblicos. Quem clama que o modelo bíblico de casamento é o de marido e esposa aparentemente não tem lido a Bíblia ou examinado as fontes documentais que descrevem a vida na antiguidade.

O quanto antes nos afastarmos do mito do chamado casamento tradicional bíblico, mais preparados estaremos para discutir o que constitui uma família no século 21.

Miguel De La Torre

Miguel De La Torre é professor de ética social e estudos latinos na Illiff School of Theology em Denver, EUA, e ministro Batista ordenado.

O artigo original em inglês foi publicado em 12 de fevereiro de 2013, no site da Associated Baptist Press – ABP News. Permalink: http://www.abpnews.com/opinion/commentaries/item/8209-#.UR4W71rwKv0

8 de março é dia das vadias!!

Estamos propondo uma blogagem coletiva e um tuitaço nesse dia 8 de março, no Brasil e demais países da América Latina, com as hashtags #slutwalk e #8mar, marcando a insatisfação com as políticas para mulheres do jeito que estão sendo conduzidas no Brasil.

Panfletos para baixar e divulgar!

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CARTA ABERTA DO COLETIVO DE MULHERES DA ABGLT A SOCIEDADE SOBRE AS ELEIÇÕES 2010

Quando o processo eleitoral foi se desenhando e a possibilidade de duas mulheres concorrem a presidência da república do Brasil, todas nós mulheres tínhamos motivos para comemorar.Mas logo que o cenário se definiu entre os possíveis candidatos e candidatas, uma armadilha se mostrou, o uso da fé e da religião no palco eleitoral e infelizmente, uma mulher foi a protagonista.Marina Silva entrou para a disputa, usando a sua fé, a fé d@s eleitores e se mostrando contraproducente a sua história, de quem veio da floresta, de quem luta por um mundo sustentável, por um mundo melhor e por uma cultura de paz.E aí, nos questionamos nesse mundo cabe homofobia, machismo e sexismo? Senão cabe, porque usar @ eleit@r como escudo para decidir sobre assuntos de direitos humanos, por que tanta covardia?Enfim, o segundo turno veio e com ele, veio o aborto. Nos perguntamos, se fossem dois homens disputando o segundo turno, o aborto seria relevante? Ao se aproximar o dia 31 de outubro, o fundamentalismo avança e agora, os direitos civis de LGBT também estão em negociação. Que país é esse que negocia direitos humanos por fé?Nós do coletivo de mulheres feministas da ABGLT condenamos o uso da fé no processo eleitoral, o uso do aborto para desqualificar as mulheres e o uso da homofobia que mata todos os dias lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.Nós do coletivo de mulheres feministas da ABGLT condenamos aqueles e aquelas que não tem coragem de transformar o Brasil num país de todas e todos, num país onde mulheres não precisam mais ser assassinadas pelo machismo, onde mulheres não precisem viver a heterossexualidade compulsória e onde as mulheres possam ocupar os distintos espaços nas mesmas condições que os homens.Por uma sociedade justa, sem machismo, sem sexismo e sem homofobia!
Coletivo de Mulheres Feministas da ABGLT

Carta aberta da ABGLT as candidaturas de Dilma Roussef e José Serra

Prezada Dilma e Prezado Serra, A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, é uma entidade que congrega 237 organizações da sociedade civil em todos Estados do Brasil. Tem como missão a promoção da cidadania e defesa dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, contribuindo para a construção de uma democracia sem quaisquer formas de discriminação, afirmando a livre orientação sexual e identidades de gênero. Assim sendo, nos dirigimos a ambas as candidaturas à Presidência da República para pedir respeito: respeito à democracia, respeito à cidadania de todos e de todas, respeito à diversidade sexual, respeito à pluralidade cultural e religiosa. Respeito aos direitos humanos e, principalmente, respeito à laicidade do Estado, à separação entre religião e esfera pública, e à garantia da divisão dos Poderes, de tal modo que o Executivo não interfira no Legislativo ou Judiciário, e vice-versa, conforme estabelece o artigo 2º da Constituição Federal: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.” Nos últimos dias, temos assistido, perplexos, à instrumentalização de sentimentos religiosos e concepções moralistas na disputa eleitoral. Não é aceitável que o preconceito, o machismo e a homofobia sejam estimulados por discursos de alguns grupos fundamentalistas e ganhem espaço privilegiado em plena campanha presidencial. O Estado brasileiro é laico. O avanço da democracia brasileira é que tem nos permitido pautar, nos últimos anos, os direitos civis dos homossexuais e combater a homofobia. Também tem nos permitido realizar a promoção da autonomia das mulheres e combater o machismo, entre os demais avanços alcançados. O progresso não pode parar. Por isso, causa extrema preocupação constatar a tentativa de utilização da fé de milhões de brasileiros e brasileiras para influir no resultado das eleições presidenciais que vivenciamos. Nos últimos dias, ficou clara a inescrupulosa disposição de determinados grupos conservadores da sociedade a disseminar o ódio na política em nome de supostos valores religiosos. Não podemos aceitar esta tentativa de utilização do medo como orientador de nossos processos políticos. Não podemos aceitar que nosso processo eleitoral seja confundido com uma escolha de posicionamentos religiosos de candidatos e eleitores. Não podemos aceitar que estimulem o ódio entre nosso povo. O que o movimento LGBT e o movimento de mulheres defendem é apenas e tão somente o respeito à democracia, aos direitos civis, à autonomia individual. Queremos ter o direito à igualdade proclamada pela Constituição Federal, queremos ter nossos direitos civis, queremos o reconhecimento dos nossos direitos humanos. Nossa pauta passa, portanto, entre outras questões, pelo imediato reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo e pela criminalização da discriminação e da violência homofóbica. Cara Dilma e Caro Serra Por favor, voltem a conduzir o debate para o campo das ideias e do confronto programático, sem ataques pessoais, sem alimentar intrigas e boatos. Nós da ABGLT sabemos que o núcleo das diferenças entre vocês (e entre PT e PSDB) não está na defesa dos direitos da população LGBT ou na visão de que o aborto é um problema de saúde pública. Candidato Serra: o senhor, como ministro da saúde, implantou uma política progressista de combate à epidemia do HIV/Aids e normatizou o aborto legal no SUS. Aquele governo federal que o senhor integrou também elaborou os Programas Nacionais de Direitos Humanos I e II, que já contemplavam questões dos direitos humanos das pessoas LGBT. Como prefeito e governador, o senhor criou as Coordenadorias da Diversidade Sexual, esteve na Parada LGBT de São Paulo e apoiou diversas iniciativas em favor da população LGBT. Candidata Dilma: a senhora ajudou a coordenar o governo que mais fez pela população LGBT, que criou o programa Brasil sem Homofobia, e o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, com diversas ações. A senhora assinou, junto com o presidente Lula, o decreto de Convocação da I Conferência LGBT do mundo. A senhora já disse, inúmeras vezes, que o aborto é uma questão de saúde pública e não uma questão de polícia. Portanto, candidatos, não maculem suas biografias e trajetórias. Não neguem seu passado de luta contra o obscurantismo. A ABGLT acredita na democracia, e num país onde caibam todos seus 190 milhões de habitantes e não apenas a parcela que quer impor suas ideias baseadas numa única visão de mundo. Vivemos num país da diversidade e da pluralidade. É hora de retomar o debate de propostas para políticas de governo e de Estado, que possam contribuir para o avanço da nação brasileira, incluindo a segurança pública, a educação, a saúde, a cultura, o emprego, a distribuição de renda, a economia, o acesso a políticas públicas para todos e todas! Eleições 2010, segundo turno, em 15 de outubro de 2010. ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

The Economist just reported that the APA will release a draft of the DSM-V (at least the the diagnostic crtieria) on Feb 10th.*

The Economist just reported that the APA will release a draft of the DSM-V
(at least the the diagnostic crtieria) on Feb 10th.*

http://www.economist.com/sciencetechnology/displaystory.cfm?story_id=15450623

2-04-10: The Economist: “That way, madness lies – A new manual for diagnosing diseases of the psyche is about to be unveiled”
<http://www.economist.com/sciencetechnology/displaystory.cfm?story_id=15450623>

That way, madness liesA new manual for diagnosing diseases of the psyche is about to be unveiled

Feb 4th 2010 | From *The Economist* print edition KobalPrepare to have your paradigms shifted

ON FEBRUARY 10th the world of psychiatry will be asked, metaphorically, to lie on the couch and answer questions about the state it thinks it is in. For that is the day the American Psychiatric Association (APA) plans to release a draft of the fifth version of its Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-V). Mental illness carrying the stigma that it does, and the brain being as little-understood as it is, revising the DSM is always a controversial undertaking. This time, however, some of the questions asked of the process are likely to be particularly probing.

The DSM, the first version of which was published in 1952, lists recognised psychological disorders and the symptoms used to diagnose them. In the United States, what is in it influences whether someone will be diagnosed with an illness at all, how he will be treated if he is so diagnosed, and whether his insurance company will pay for that treatment. Researchers in other countries generally defer to the DSM, too, making the manual’s definitions a lingua franca for the science of medical psychology. And, perhaps most profoundly, the DSM influences how mental illness is understood by society at large.

A new DSM, then, is an important document. The APA has been working on the latest revision since 1999, and will not release the final version until May 2013. But some people are already accusing it of excessive secrecy and being too ambitious about the changes it proposes. Those critics will be picking over the draft next week to see if their fears have been realised.

Manual dexterity

The original DSM reflected the “psychodynamic” view of mental illness, in which problems were thought to result from an interplay between personality and life history. (Think Freud, Jung and long hours recounting your childhood and dreams.) The third version, which was published in 1980, took a more medical approach. Mental illnesses were seen as distinct and classifiable, like physical diseases. DSM-III came with checklists of symptoms that allowed straightforward, unambiguous diagnosis. Psychiatry began to seem less like an art form and more like a science.

DSM-III also introduced many more diagnoses than had appeared before. These included attention-deficit disorder (see article <http://www.economist.com/sciencetechnology/displaystory.cfm?story_id=15474577>), post-traumatic stress disorder and social phobia. In fact, the number of specific diagnoses more than doubled between DSM-I and DSM-III, from 106 to 265. DSM-IV, published in 1994, increased the number to 297, but left the underlying model alone. The APA’s DSM-V task force, however, has suggested it would like to introduce a “new paradigm” into the manual. It wants to recognise that many conditions, such as anxiety and depression, tend to overlap, so that a diagnosis of only one or the other does not always make sense. The new version of the DSM is also expected to include a “dimensional” component, one that considers the severity as well as the nature of symptoms. This could lead to the paradoxical situation of a symptom (minor depression, for example) being classified as being below the threshold for the diagnosis of a disease, but nevertheless still being regarded as a problem—leaving the individual so diagnosed in a weird medical limbo.

The chairmen of two previous DSM task forces have been particularly critical of the present effort. In a letter to *Psychiatric Times*, written last June, for example, Allen Frances, a psychiatrist at Duke University who chaired the DSM-IV task force, accused his successors of being too secretive, and of closing themselves off from outside opinion. He also worried that adding dimensional ratings to the DSM could lead to many more diagnoses based on symptoms that would previously have placed an individual in the normal range. Pharmaceutical companies, eager to expand their markets, would be tempted to pounce on these new “patients”. Dr Frances was supported by Robert Spitzer, a professor of psychiatry at Columbia University who was chairman of the DSM-III task force.

Members of the present task force, led by Alan Schatzberg, president of the APA, fired back a letter pointing out that they have held conferences, presented papers and consulted more than 200 outside advisers. They also accused Dr Frances and Dr Spitzer of having a financial interest in books based on the DSM-IV criteria. The two admit to receiving royalties, but say it has nothing to do with their criticism.

In the meantime, particular groups who may or may not be classified as “diseased” are also concerned about what ends up in the manual. Some of those with Asperger’s syndrome—who find it hard to “read” the emotional states and intentions of others, but have otherwise typical intellectual faculties—are worried by hints that their condition might be included under the more general heading of “autism spectrum disorder”. That would lump them with people whose intelligence is profoundly impaired. Transsexuals, meanwhile, want the diagnoses of “gender identity disorder” and “transvestic fetishism” that the new DSM is expected to promulgate changed to be more respectful and less judgmental. In fact, any changes to the list of sexual disorders, including a possible new category called “hypersexual disorder”,are bound to get attention.

February 10th will be the first chance most people, including the critics, have to look at the document. When they do, the criticism is likely to get louder. After all, the effort to classify and categorise disorders of something as complex as the human mind—especially when that categorisation is done by committee—is unlikely to please everybody. It will be interesting to see what direction the new DSM is going in, and whether it stands up to analysis.

Mitchelle Meira diz que união civil homossexual é consenso no Governo Lula

Do site ACapa

Por Marcelo Hailer 14/1/2010 – 14:23

Após reportagens publicadas nos jornais “O Estado de São Paulo” e “Folha de São Paulo” indicando que o governo Lula e até mesmo o ministro dos direitos humanos, Paulo Vannuchi, recuaram em relação à união civil gay uma polêmica foi aberta.

Mitchelle Meira, coordenadora da Coordenação Nacional de Políticas Públicas LGBT do governo Lula, garante que isso é uma “falsa polêmica” e que a união homossexual “não está em questionamento no governo federal”. Ainda sobre a união, Meira diz que a união civil gay é “consenso no governo Lula”.

A respeito de matérias publicadas na grande imprensa e que foram parcialmente reproduzidas por A Capa, Mitchelle explicou que o “ministro em pessoa me disse que nada falou a respeito da união civil gay”. Segundo ela a “grande imprensa quer levantar uma polêmica que não existe”.

Meira disse à reportagem que a questão dos direitos homossexuais foi amplamente debatida com a sociedade e com o governo. “Houve várias Conferências e isso foi debatido com a sociedade”. Também lembrou que “as empresas do governo, a Caixa, por exemplo, reconhecem os seus funcionários homossexuais, assegurando direitos”.

“A única polêmica existente é em torno do aborto e isto está sendo discutido com a secretária das mulheres, Nilcéa Freire”, explica Mitchelle Meira.

Ano eleitoral
Questionada se esse ano temas como a união civil gay e a criminalização da homofobia serão discutidos e votados na câmara, Mitchelle admite que “dificilmente” eles entrarão na pauta. “Por se tratar de um ano eleitoral, muitos parlamentares não querem se envolver com temas polêmicos” admite Meira.

Mas, ela lembra que o Plano Nacional de Políticas Públicas LGBT foi construído em cima de um prazo de três anos para se aplicado em sua totalidade e que, “nesse tempo a comunidade gay deve pressionar os parlamentares para que votem estes temas”. Para ela “os LGBT devem cobrar de seus candidatos que defendam estes temas publicamente e que assumam compromissos de verdade”.

Segundo Mitchelle, a comunidade gay deve ficar mais atenta e não votar em candidatos que não tem “compromisso” com os direitos homossexuai. Para a coordenadora, as coisas só irão acontecer quando a comunidade “como um todo” se unir e cobrar pelos seus direitos. “Essa pauta (LGBT) tem que ser posta pelos parlamentares e os LGBT devem pressionar para que isso aconteça”.

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