Quanto mais eu rezo…

“Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece.”

Em 2011  o Congresso quis aprovar um Estatuto do Nascituro, dando a embriões e fetos mais direitos à vida do que às mulheres gestantes – que muitas vezes já têm muitos filhos, a maioria delas no Brasil não tem acesso às mínimas condições de saúde, saneamento, atendimento básico, educação, moradia, e que na maioria das vezes não tem como sustentar mais crianças. Eu fiquei pensando… no dia que feto for sujeito de direitos, haverá na Esplanada dos Ministérios a Marcha dos Fetos e Embriões pelo direito à vida. Né?

É inegável que um feto, um embrião, um zigoto representam um potencial de vida humana que não deve ser desconsiderado. Pode vir a ser, quem sabe, um grande músico como Beethoven, uma grande escritora e filósofa como Simone de Beauvoir, um incrível gari dançarino como Renato Sorriso, uma Pina Baush… mas nas condições que temos hoje no Brasil, a chance maior mesmo é que seja uma criança carente – de comida, de carinho, de atenção, de saúde, de educação, de água, de mãe, de pai, que vai morrer numa enchente, que vai ficar mais de um ano esperando a reconstrução da cidade devastada pelas chuvas, vai saber de que mais…

Mas Roma e o Vaticano não se cansam de exaltar a importância do sujeito-feto. Notícia da EFE:

Cemitério para fetos é inaugurado na capital italiana

O cemitério Laurentino, de Roma, inaugurou nesta quarta-feira (04) uma ala dedicada somente aos bebês não nascidos, a qual pretende fornecer uma sepultura para os fetos de abortos “espontâneos ou terapêuticos”.

No chamado “Jardim de Los Angeles”, uma área de 600 metros quadrados, com duas estátuas de anjos em mármore branco e camélias, a assessora para Políticas Socias da prefeitura da capital, Sveva Belviso, explicou que o projeto atende “ao pedido de várias mães”.

Pela lei italiana, os fetos não são obrigados a serem enterrados, porém, este cemitério, segundo Sveva, “responde às exigências que cobravam um lugar para sepultar os corpos dos bebês não nascidos que, sem um pedido explícito, são eliminados do mesmo modo que se faz com os resíduos hospitalares”.

Sveva também esclareceu que este projeto “não interfere na lei do aborto”. Na Itália, a interrupção da gravidez antes dos anos 90 dias de gestação é permitida. Quando a gravidez gera perigo de vida para mãe ou quando detectam más-formações no feto, o aborto é permitido também entre o quarto e quinto mês.

“A ideia do ‘Jardim de Los Angeles’ é dar uma resposta aos pedidos daqueles que com a sepultura de seu filho tentam restituir o valor desse feto, o qual, de outra maneira, seria considerado um resíduo hospitalar”, afirmou Sveva.

Segundo a assessora para Políticas Socias da prefeitura de Roma, as lápides dos fetos serão todas brancas e “não será necessário ter o nome da mãe explicito”. Aliás, as mães poderão usar nomes fantasias, embora as lápides deverão ter todas um código de identificação.

O cemitério poderá ser usado por todos aqueles que fizerem um pedido à Prefeitura. Na Itália, já existe um cemitério similar na cidade de Milão.

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