Policia agrede a parejas de lesbianas y gays en la Plaza mayor de Lima

Enviado por Lesbianas Mhol, domingo, 13 de fevereiro de 2011 às 12:43

[Lima, 13 de febrero de 2011] Una treintena de policías golpeó y expulsó de la Plaza de Armas de Lima, a una veintena de parejas de lesbianas, trans, gays y bisexuales (LTGB), quienes la tarde de ayer demostraban públicamente su afecto en el acto simbólico “Besos contra la homofobia”, organizado por el Movimiento Homosexual de Lima (MHOL).

Los activistas fueron cercados por la Policía Nacional del Perú que, en su afán por dispersarlos, empujó a una joven lesbiana por las escaleras de la Catedral, propinó varazos en la cabeza y cuerpo de los participantes, y les roció gas pimienta en la cara, lo que les causó lesiones dolosas graves y leves. “Hemos vivido alrededor de hora y media de agresiones físicas e insultos por ser homosexuales”, señaló la activista del Bloque Estudiantil LTGB Q’antu Madueño.

Los efectivos policiales escondieron sus gafetes y atacaron a los activistas que, en ejercicio del derecho al libre tránsito, se negaron a dejar la Plaza: uno de ellos golpeó salvajemente con su vara a Alicia Parra (33), quien luego recibió 10 puntos de sutura en la parte posterior del cráneo.

Minutos después del violento despliegue de violencia en su contra, los participantes intentaron refugiarse en la galería municipal de arte Pancho Fierro, pero los empleados de la comuna limeña les impidieron el acceso. Inmediatamente, Luis Silva (34) fue arrastrado por la Policía a lo largo del pasaje Santa Rosa mientras ciudadanos y turistas repudiaban los hechos La violencia irracional contra los participantes motivó que los policías ingresen a cafeterías y tiendas privadas para sacar a la fuerza a los activistas que intentaban protegerse de las agresiones.

Avanzada la noche, 7 activistas lesbianas y gays realizaron las denuncias respectivas en la comisaría de Monserrate y pasaron por la revisión del médico legista en el Instituto de Medicina Legal.

El MHOL repudia estos actos violentos y antidemocráticos, y recuerda que el Ministerio del Interior recomienda al personal policial evitar actos discriminatorios, impedir la agresión sexual, garantizar el ingreso o permanencia en lugares públicos, así como garantizar el ejercicio de los derechos a la libre expresión, asociación y reunión de las personas LGTB, según el Manual de derechos humanos aplicado a la función policial(Resolución Ministerial 1452-2006-IN).

“Esta es una evidencia más de que una cosa son los discursos de los postulantes a la presidencia o al Congreso y otra cosa es la realidad, lo que nos pasa de manera cotidiana por expresar nuestro afecto entre personas del mismo sexo. Nos preocupa que se esté hablando de matrimonio o uniones civiles, cuando en el cotidiano ni siquiera se nos respeta los derechos básicos a existir y expresar amor”, sentenció la coordinadora de incidencia política del MHOL Ruth Ramos, quien anunció que seguirán con el proceso ante la Policía y la Defensoría del Pueblo para que estos delitos no queden impunes.

Se agradece su difusión.

Contactos de prensa: Ruth Ramos Azañedo (998 572 069 / rramos@mhol.org.pe) y Giovanny Romero Infante (992 773 241 / gromero@mhol.org.pe).

 

ATUALIZAÇÃO SOBRE BRENDA NAMIGADDE

Como sabem, na semana passada uma campanha impulsionada pela organização AllOut.org chamou a atenção para o caso de Brenda Namigadde, uma mulher que há oito anos fugiu do seu país, Uganda, depois que ela e sua parceira foram atacadas e forçadas a se esconder. Enquanto os acontecimentos ainda estão recentes e frescos na memória de todas e todos, aqui vão algumas atualizações sobre o que foi feito e em que pé o caso se encontra.

Há duas semanas, Brenda estava para ser deportada de volta para Uganda, de onde o político notoriamente homofóbico David Bahati já tinha lhe enviado um recado ameaçador por meio da jornalista norte-americana Melanie Nathan, dizendo que ela deveria “se arrepender ou se curar”. Hoje, Brenda está livre, foi libertada de um centro de remoção da imigração na Inglaterra, e está trabalhando com seus advogados e adovogadas num novo pedido de asilo.

Além do objetivo imediato de impedir a deportação de Brenda, essa campanha mostrou um alto potencial solidário de pessoas em todos os lugares do planeta, mostrando a força que podemos ter quando nos mobilizamos e organizamos pro um objetivo comum. É uma demonstraçaõ de como ações concretas e estrategicamente motivadas podem ter um impacto significante em políticas e culturas ao redor do mundo. Veja alguns números e fatos sobre a campanha para salvar Brenda Namigadde da deportação.

– Mais de 60 mil pessoas de mais de 160 países assinaram uma carta endereçada à Secretária do Interior do Reino Unido solicitando ao seu gabinete que interviesse no caso.

– Ao passo que a grande maioria dessas pessoas estejam no Reino Unido, houve também o apoio de milhares de pessoas da Europa e do Leste Europeu, milhares na América Latina e Caribe, e mais centenas de pessoas que estão na África e Ásia.

– A campanha recebeu cobertura dos principais meios de comunicação do Reino Unido e Estados Unidos e também pela blogosfera: The Guardian, The Independent, BBC, The New York Times, Huffington Post, The Advocate,Change.org, etc.

A partir do gigantesco apelo público e de declarações de pessoas de destaque na Inglaterra, a deportação de Brenda Namigadde, marcada para 28 de Janeiro, foi suspensa. Uma campanha orientada especificamente aos Membros do Parlamento do Reino Unido conseguiu a assinatura de mais de 50 parlamentares numa moção de apoio ao caso de Brenda. E na última segunda-feira, um juiz decidiu que as evidências do caso de solicitação de asilo merecem uma nova avaliação judicial.

Ainda é preciso manter a atenção sobre este caso para que toda a energia depositada não tenha sido em vão, e continuar enfrentando as razões por que tudo isso aconteceu, numa perspectiva mais estrutural (um programa de asilo desfuncional e não afinado com as necessidades de LGBTs que procuram asilo, o papel descomunal de evangélicos norte-americanos na exportação do ódio para África e além).

Naquela noite de 28 de janeiro, a deportação de Brenda foi adiada. A semana seguinte foi de muito trabalho junto a seus procuradores, o gabinete do representante parlamentar da região em que ela vive na Inglaterra, preparando as apelações para a audiência. Na última segunda-feira, 7 de fevereiro, um juiz decidiu em favor de Brenda, concluindo que as evidências de seu caso indicam para uma nova avaliação do seu pedido de asilo. No dia seguinte, Brenda foi liberada da detenção e está trabalhando com seus advogados para juntar toda a documentação e mais evidências para a nova solicitação.

Brenda agradece pelo apoio de todas as pessoas que fizeram sua parte para salvá-la da deportação a um país onde ela seria, declaradamente, perseguida, provavelmente presa e, quem sabe, morta, caso a lei de “Morte aos Gays” do parlamentar David Bahati seja aprovada. Agradece-se também a todas as pessoas que ajudaram a espalhar a campanha pelo mundo. Mas este é apenas um caso em milhares, e ainda não acabou. É preciso manter a atenção sobre o caso de Brenda Namigadde, fazer pressão internacional para que o Parlamento de Uganda não aprove a lei de pena capital a homossexuais, entre outras barbaridades que vem acontecendo mundo afora.

www.allout.org/en/brenda

 

 

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Foi por um triz

Este post foi corrigido em 03 de fevereiro de 2011.
A data da nova sessão para rever o pedido de asilo de Brenda Namigadde é 7 de fevereiro de 2011, segunda-feira.
Ainda há tempo de mandar seu recado para o governo da Inglaterra e salvar Brenda de perseguições, criminalização ou a morte por causa de sua orientação sexual.

Foi por um triz.

Os últimos dias de janeiro de 2011 testemunharam uma demonstração massiva de solidariedade global com Brenda Namigadde. Cidadã de Uganda, negra, lésbica, Brenda fugiu de seu país há 8 anos, depois de ter sua casa queimada, em apenas mais uma das inúmeras demonstrações de intolerância e violência que ela viveu durante sua vida. Fugiu para a Inglaterra, onde apresentou pedido de asilo baseado no compromisso do Reino Unido de abrigar pessoas que estejam sob ameaça em seus países por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

A solicitação de asilo foi negada a Brenda por um juiz que alegou não ter evidências suficientes de sua homossexualidade, já que a moça não possui e não tem o hábito de ler revistas sobre a temática LGBT. À medida que a história de Brenda vai se desdobrando, notícias alarmantes surgem a respeito de como os casos de exílio LGBT são processados de maneira aleatória e às vezes francamente ofensiva. Quanto mais cavamos, mais claro vai ficando que o sistema de proteção de pessoas sob perseguição está terrivelmente cheio de falhas e exige a nossa atenção.

A deportação estava confirmada para o dia 21 de janeiro de 2011, mas houve um erro na lista de passageiros e o embarque teve que ser adiado para o dia 28 do mesmo mês. A jornalista Melanie Nathan do site LezGetReal.com soube da notícia e começou uma mobilização para salvar Brenda da violência e perseguição certas caso voltasse ao seu país.

Com a viagem confirmada para a última sexta-feira (28/1), LezGetReal se juntou à LGBT Asylum News, AllOut.org, GetEqual.org e colocaram no ar uma carta pública endereçada à Secretária do Interior do Reino Unido pedindo que Brenda não fosse deportada. Em apenas três dias, quase 60 mil pessoas assinaram a carta numa movimentação grande demais para ser ignorada por qualquer autoridade britânica. Brenda já estava dentro do avião quando chegou a liminar suspendendo sua deportação.

Foi uma vitória de um movimento global jovem, bem informado, comprometido com a garantia de direitos iguais para pessoas LGBT e conectado via internet pelo mundo todo. O que assistimos foi, provavelmente, a inauguração formal de um novo modelo de mobilização política pelos direitos sexuais, com a característica muito particular dos tempos atuais: a mobilização instantânea.

Uganda é atualmente um dos países mais perigosos para lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans viverem, segundo classificação da ILGA. As relações sexuais entre homens é punível com até 10 anos de reclusão, e o sexo entre mulheres é considerado ilegal. Enquanto diversos países da América Latina e Europa estão aprovando leis de igualdade para pessoas LGBT e casais formados por pessoas do mesmo sexo, em Uganda tramita uma proposta de lei que institui pena de morte para homossexuais. O parlamentar Ugandense que está promovendo a Lei Anti-Gays (que prevê pena de morte para homossexuais) ligou diretamente para Melanie Nathan para criticar a “cobertura de péssima qualidade” que ela vem fazendo desse tema em seu site, deixando claro que está acompanhando passo a passo o caso de Brenda. Chegou a dizer que estava aguardando Brenda chegar a Campala para se desculpar e se “reformar”, ou seja, “curar” sua lesbianidade. Ou…

Há uma semana, o caso de Brenda era virtualmente desconhecido, e era certa a sua deportação para Uganda, onde o querido ativista pelos direitos LGBT David Kato foi brutalmente assassinado na última quarta-feira. Mas graças a você e mais de 60 mil outras pessoas que enviaram cartas, marcharam pelas ruas de Londres e compartilharam a história de Brenda, nós construímos um apelo internacional que fez barulho demais para que a Secretária do Interior da Inglaterra Theresa May e outras autoridades daquele país pudessem ignorar.

É uma história incrível, mas ainda não acabou…

No dia 7 de fevereiro, o pedido de exílio de Brenda será revisado – a corte decidirá de uma vez por todas se aprova ou nega autorização para que possa viver aberta e livremente na Inglaterra. A situação parece positiva, com muitas pessoas levantando a voz em seu apoio. Mas nós precisamos manter a pressão sobre Theresa May e o governo inglês para que cumpram a promessa de priorizar pedidos de exílio de pessoas LGBT.

Portanto, se você ainda não fez a sua parte, ainda é tempo. Por favor espalhe a história de Brenda pelo mundo afora e diga ao Departamento de Interior do Reino Unido que você se importa com Brenda.

Ninguém será livre até que todas as pessoas sejam livres.

http://www.allout.org/brenda/taf

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