O Rio de Janeiro ORGULHOSAMENTE apresentaaaaaaa!…

… a 2ª Caminhada de Lésbicas e Mulheres Bissexuais do Estado!!!!

Cerca de 100 lésbicas e mulheres bissexuais caminharam no último domingo do Posto 6 ao Posto 2 da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, sob o lema “Lésbicas e mulheres bissexuais pelo fim da violência contra todas as mulheres”.

A segunda edição da caminhada, organizada pelo Fórum de Lésbicas e Mulheres Bissexuais do Estado do Rio de Janeiro com o apoio da SUDIM e da SUPERDIR (SEASDH)*, celebrou o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, 29 de agosto, referência à data de inauguração do primeiro Seminário Nacional de Lésbicas – SENALE. Organizado em 1996 por ativistas lésbicas do Rio de Janeiro, o primeiro SENALE contou com a participação de mais de cem militantes de vários estados do Brasil que pela primeira vez pensaram em ações e políticas nacionais para a cidadania das mulheres homoafetivas.

A segunda Caminhada de Lésbicas e Bissexuais coloriu a Avenida Atlântica com muito orgulho e alegria, ao mesmo tempo informando à população de Copacabana e do Rio de Janeiro por que caminhamos e lutamos: políticas públicas igualitárias e justas, que contemplem toda a população do estado, INCLUSIVE as lésbicas e mulheres bissexuais.

Em primeiro lugar, as políticas de segurança pública, seguridade social e combate à violência contras as mulheres. As mulheres que se relacionam afetivo-sexualmente com outras mulheres têm sido expostas à violência doméstica, familiar, estupros e outras medidas violentas chamadas “corretivas” da homossexualidade, sejam perpetradas por pessoas da comunidade, familiares, pais, tios, irmãos, ou mesmo por desconhecidos nas ruas, pelo simples fato de expressar o seu afeto a outra mulher. Quando em sitação de cárcere, as mulheres que se relacionam com outras mulheres são expostas a todo tipo de humilhação, impedidas de receber suas companheiras sob o argumento de que não há parentesco, não têm direito a visitas íntimas e, ainda, recebem atendimento de saúde ainda mais precário do que o oferecido às detentas com orientação heterossexual. Uma vida digna e sem violência é um direito de todas as mulheres. Por isso, políticas para lésbicas são políticas igualitárias de segurança pública, políticas carcerárias igualitárias e que respeitem os direitos humanos das mulheres, e políticas de formação integral de agentes policiais e de segurança para a diversidade.

A violência, física e psicológica, também acontece por parte de mães, avós, irmãs, tias e outras tutoras, responsáveis e autoridades, no ambiente doméstico, de trabalho, nas escolas, hospitais e delegacias… em todos os espaços de atendimento e serviço público à população. É preciso desenvolver e implementar políticas públicas de educação igualitária, para a diversidade e democrática, marcando o princípio constitucional da igualdade perante o Estado em todas as instâncias do processo educativo, envolvendo toda a comunidade escolar e as famílias em processos integrais de educação para a cidadania, para que mães, pais, a comunidade escolar, a comunidade em geral compreendam a importância da não-discriminação por sexo, orientação sexual e identidade de gênero para o desenvolvimento humano. Por isso, políticas para lésbicas são políticas igualitárias de educação, moradia, inclusão digital e acesso às cidades.

Nos cuidados com a saúde, somos submetidas a um tratamento diferenciado em unidades de atendimento, postos de saúde, hospitais, clínicas e consultórios, tanto públicos quanto privados. Diferenciado porque os e as profissionais não tiveram, na sua formação, nenhum tipo de sensibilização para os temas da diversidade sexual, para a complexidade possível no exercício da sexualidade, tampouco para os direitos sexuais E REPRODUTIVOS de mulheres que não se relacionem sexualmente apenas com homens. Não queremos tratamento diferenciado de ninguém; queremos bom tratamento e atenção de qualidade a saúde para todas as pessoas. Queremos ter tratamento igualitário. Lésbicas e mulheres bissexuais estão expostas a todas as doenças sexualmente transmissíveis, em

especial as hepatites virais, mas até o momento não são contempladas com nenhuma política de informação, prevenção e tratamento que considerem as especificidades da prática sexual entre mulheres. Estando ainda expostas aos estupros “corretivos”, estão vulneráveis ao contágio pelo HIV, e nessa situação ficam ainda mais vulneráveis quanto à saúde mental. Por isso, políticas para lésbicas são políticas igualitárias de saúde integral.

Lésbicas e mulheres bissexuais, assim como todas as pessoas, também podem querer formar – ou não – suas próprias famílias, ter filhos e filhas, gerados no próprio ventre ou no ventre de outras mulheres. Política para lésbicas é uma política igualitária de adoção.

Nós, lésbicas e mulheres bissexuais, também encontramos a nossa “outra metade da laranja”, vivemos conjugalmente, construímos patrimônio, constituímos família, mas não podemos ter planos de saúde familiar, receber a visita da companheira quando estamos internadas, nossas companheiras não podem tomar decisão em caso de cirurgia ou tratamento intensivo de saúde, não podemos receber pensão em caso de morte da companheira ou em caso de separação quando há descendentes. Por isso, política para lésbicas é o casamento igualitário para todas as pessoas.

Dizendo tudo isso, atravessamos Copacabana ao som animado do trio elétrico, convidando todas as famílias para dançarem conosco na avenida, sorrindo e mostrando nosso orgulho a todas as pessoas que passeavam pelo calçadão, dialogando com a sociedade e mostrando nosso respeito a toda a comunidade e dizendo que tudo o que queremos é o direito de ser igual a todo mundo, como diz a Constituição e outros livros orientadores de atividades humanas – a Bíblia, por exemplo. (“Ama ao teu próximo como a ti mesmo”… não era assim?)

Em 2010, caminhamos com uma quantidade muito menor de pessoas na pista, mas todas as pessoas que estavam em Copacabana nos acompanharam, nos escutaram, nos viram e nos respeitaram. Paramos o som exatamente às seis da tarde, permitindo a abertura da pista aos automóveis sem causar nenhum transtorno, e ainda tivemos o apoio de moradoras e moradores.

Esse evento nos confirma: SEM ORGULHO NÃO HÁ VISIBILIDADE. SEM VISIBILIDADE NÃO HÁ CIDADANIA.
Obrigada, Copacabana! Obrigada, Rio de Janeiro!! Juntas e juntos, somos mais fortes! E VAMOS QUE VAMOS!

Queremos os mesmos direitos, com os mesmos nomes.

——————————————————————
SUDIM: Superintendência dos Direitos das Mulheres; SUPERDIR: Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos; SEASDH: Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos; órgãos do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Anúncios

[RJ] Trocando Ideias: Mulheres Jovens na Defesa de Seus Direitos

O Núcleo de Mulheres Jovens da CAMTRA acaba de abrir inscrições para JOVENS MULHERES DE 15 A 29 ANOS para participarem do curso “Trocando Ideias Mulheres Jovens na Defesa de Seus Direitos”. O curso acontece em setembro e tem a duração de dois dias. Os assuntos abordados serão sexualidade, gravidez não planejada, gênero, violência contra a mulher, diversidade sexual, doenças sexualmente transmissíveis, entre outros.
As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de setembro e podem ser feitas através deste e-mail ou o MULHERESJOVENS@CAMTRA.ORG.BR. Também aceitamos as inscrições feitas através do nosso telefone: 2544-0808 e, se preferir, pode entregar sua ficha de inscrição na sede da CAMTRA, no seguinte endereço:
Rua da Lapa, 180, sala 806 (de 9h às 18h).
PARTICIPE!!
CAMTRA – Casa da Mulher Trabalhadora
Rua da Lapa, 180, sala 806 – Centro
Telefax: (21) 2544 0808
Correio eletrônico:
noticias@camtra.org.br
camtra@camtra.org.br

RJ: Lançamento de lençol protetor para sexo oral

DF nas garras de… oh, meu Deus?

Vejam a carta que o presidente do Conselho Comunitário do Gama enviou ao GDF essa semana…

Senhor Administrador Regional do Gama NEILTON CÍCERO FURTADO,

Vimos por meio desse email informar que a construção do segundo estacionamento do Parque Urbano e Vivencial do Gama é imoral, ilegal e inconstitucional.

O PDL do Gama prevê a construção de 1(um) estacionamento lindeiro próximo à Entrequadras 2 e 4 do Setor Oeste. Como o senhor deve saber, esse estacionamento já existe e está ocioso, pois o Parque Urbano e Vivencial do Gama nunca foi implantado. No local, é notório que existe a ministração de aulas por Auto Escolas e a realização de provas do DETRAN para a retirada da Carteira Nacional de Habilitação.

A construção do novo estacionamento é intecional, pois ele ficará em frente da Igreja Assembléia de Deus, que já vem ocupando área como estacionamento irregular.

Nós já fizemos uma Notícia Crime, uma representação ao MPDFT sobre o falso cercamento e a construção desse “segundo” estacionamento.

Muito esquisito construir uma obra desnecessária com recursos públicos, em terra públicas apenas para beneficiar membros de uma ordem religiosa.

Acreditamos que o governador Rogério Rosso, que é um homem público e sério, não está sabendo da construção do novo estacionamento (menos de 100 metros já existe um amplo estacionamento vazio).

Estamos acionando novamente o MPDFT e a imprensa livre do DF e do Brasil para mostrar que o GDF faz com o dinheiro e com patrimônio dos brasilienses!

Respeitosamente,

MARCOS MORENO DE OLIVEIRA
Geógrafo, professor e Presidente
CONSELHO COMUNITÁRIO DO SETOR NORTE DO GAMA – CCSN-GAMA
CNPJ 06.922.043/0001-00
Quadra 01 Conjunto A Casa 315 – Setor Norte
72430-106 BRASÍLIA/DF
Fones: (61) 8443-3005, 3384-3696 e 3556-7997

Serra, Marina e Plínio na TV Canção Nova (segunda, 22/8/2010)

O Dia Online

Rio – Os candidatos à Presidência José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio Arruda Sampaio (PSOL) participam amanhã (hoje, 22 de agosto), às 22h, de debate promovido pela TV fechada Canção Nova, com retransmissão pela rede de rádio e TV Aparecida. Dilma Rousseff (PT) foi convidada, mas não vai participar.

No mês passado, Dilma se envolveu em polêmica depois que o bispo de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, pregou o boicote dos católicos à candidatura petista, sob o argumento de que a ex-ministra defende a descriminalização do aborto. A assessoria de Dilma não informou se é este o motivo de sua ausência.

Temas como aborto, uso de células-tronco embrionárias e uso de símbolos religiosos em locais públicos estão na pauta do debate, previsto para durar duas horas.

A emissora pertence à comunidade católica Canção Nova, que segue a linha Renovação Carismática. No Rio, o canal pode ser sintonizado por antena parabólica e pelas TVs por assinatura TVA (canal 166) e Sky (canal 24). O debate será no auditório da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, e terá como mediador o padre Antônio Cesar Moreira Miguel, diretor da Rede Aparecida.

FONTE: CCR (Comissão de Cidadania e Reprodução)

http://www.ccr.org.br/a_noticias_detalhes.asp?cod_noticias=11187

DILMA divulga manifesto para acalmar povo de Deus

Petista divulga manifesto para acalmar povo de Deus

23/8/2010)

Vera Rosa / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

Em carta, ela defende a família e promete não espichar a polêmica sobre aborto e união civil entre homossexuais

Vedete da campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, a Carta ao Povo Brasileiro, feita sob medida para acalmar o mercado, ficou para trás. De olho no voto de católicos e evangélicos, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, escreveu agora um manifesto intitulado Carta ao Povo de Deus, no qual defende a família e promete não espichar a polêmica sobre aborto e união civil entre homossexuais.

Cabe ao Congresso Nacional a função básica de encontrar o ponto de equilíbrio nas posições que envolvam valores éticos e fundamentais, muitas vezes contraditórios, como aborto, formação familiar, uniões estáveis e outros temas relevantes, tanto para as minorias como para toda sociedade brasileira, diz a carta assinada por Dilma.

No último parágrafo do manifesto, que será distribuído em seu comitê, a petista pede oração e voto para ter a oportunidade de continuar o projeto de Lula. Em tom pontuado por expressões de fé e esperança, Dilma diz que programas como o Bolsa-Família e o Minha Casa Minha Vida resgatam valores da cidadania e a semente do Evangelho.

Disposta a cativar todas as denominações cristãs, ela observa que a miséria e as distorções sociais têm o dedo imperfeito do homem, e não o desígnio de um Deus perfeito.

Na quinta, Dilma conversou com o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, d. Geraldo Lyrio Rocha, em Brasília. Estava acompanhada por Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula e ex-seminarista.

A visita de Dilma à sede da CNBB ocorreu no rastro da polêmica envolvendo o bispo de Guarulhos (SP), d. Luiz Gonzaga Bergonzini. Em artigo intitulado Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus – postado no mês passado no site da CNBB -, o religioso defendeu o boicote à candidatura de Dilma por considerar que a petista defende o aborto, embora ela não tenha pregado sua legalização.

Coordenado pelo pastor e deputado Manoel Ferreira (PR-RJ), o comitê evangélico pró-Dilma também produziu uma cartilha contendo 13 motivos para o cristão votar nela. Na lista consta que a candidata faz parte de uma geração que lutou pelo ideal da liberdade democrática, tanto quanto pela liberdade cultural e religiosa. Na tentativa de combater a fama de durona que maltrata os subordinados, o texto diz ainda que Dilma é humilde e conhece o sofrimento, a dor e a necessidade do ser humano. / V.R.

FONTE: CCR (Comissão de Cidadania e Reprodução) http://www.ccr.org.br/a_noticias_detalhes.asp?cod_noticias=11180

%d blogueiros gostam disto: