400 ativistas LGBT em Curitiba para a V Conferência ILGA-LAC

V Conferência Regional ILGA-LAC

400 Líderes LGBT da América Latina e do Caribe se reunem em Curitiba de 26 a 31 de janeiro.

Cerca de 400 ativistas em defesa dos direitos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) de 35 países se encontrarão na próxima semana para discutir diferentes aspectos da defesa da cidadania e combate ao preconceito e à homofobia. Com uma programação variada e abrangente, a V Conferência Regional da ILGA na América Latina e no Caribe será realizada em Curitiba (PR), Brasil, de 26 a 31 de janeiro.

A ILGA (Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais) é uma federação mundial que congrega grupos locais e nacionais dedicados à promoção e defesa da igualdade de direitos para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais (LGBTI) em todo o mundo. Fundada em 1978, a ILGA reune entre seus membros mais de 670 organizações, entre pequenas coletividades e grupos nacionais, representando, assim, mais de 110 países, oriundos de todos os continentes. No encontro de Curitiba, estará representada a seção da América Latina e Caribe da ILGA.

O evento discutirá os direitos humanos de LGBT na América Latina e Caribe (LAC). Na região LAC nos últimos anos, houve alguns avanços como descriminalização da homossexualidade no Equador, Nicarágua, Chile e Panamá. No entanto existem onze países (Antigua e Barbuda, Barbados, Belize, Dominica, Granada, Guiana, Jamaica, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadina e Trinidad e Tobago) onde a homossexualidade é considerada crime, o que demonstra a necessidade urgente de ações do movimento e governos no enfrentamento desse e de outros desafios. Na Conferência haverá representantes de 8 destes 11 países e serão discutidas estratégias de descriminalização.

Pré-Conferências

Antecedendo a Conferência, foram planejados encontros preparatórios no dias 26 e 27. O objetivo é tratar de forma específica temas diretamente relacionados à defesa dos direitos LGBT. São eles:

· I Fórum de Gays, HSH e Trans da América Latina e do Caribe sobre HIV/Aids – ASICAL*

· 1º Encontro sobre Homo-Lesbo-Transfob ia na escola – GALE**

· 1ª Conferência Regional da InterPride** *

· 1º Seminário Latino Americano e Caribenho de Mulheres Lésbicas e Bissexuais

· Pré-Conferência de Pessoas Trans

· Pré-Conferência de Jovens LGBTI

· Seminário Homo-Lesbo-Transfob ia e Racismo

· Pré-Conferência: o Executivo e Políticas Públicas para LGBTI

· Seminário: Avanços legais, políticas públicas e o combate ao fundamentalismo na América Latina

· Pré-Conferência: Mídia e LGBTI

* ASICAL: Associação para a Saúde Integral e Cidadania na América Latina e no Caribe

** GALE: Global Alliance for LGBT Education

*** InterPride: Associação Internacional de Organizadores de Eventos do Orgulho LGBT

Abertura

A abertura será realizada no dia de janeiro, às 18.30 horas, na Estação Embratel Convention Center (acesso pelo Shopping Estação – Avenida Sete de Setembro, 2775 – Centro, Curitiba).

Na solenidade de abertura está confirmada a presença das seguintes autoridades: Ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Senadora Fátima Cleide, Coordenação da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT no Senado Federal; Deputado Federal José Genoino, Coordenação da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT na Câmara dos Deputados; Deputado David Razú Aznar, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Distrito Federal do México; Dr. Pedro Chequer – Coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids no Brasil; Eduardo Gutierrez – Representante- residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil; Dra. Pamela Bermúdez – da Organização Pan-Americana da Saúde / Organização Mundial da Saúde no Brasil.

A solenidade de abertura também contará com a presença de integrantes do movimento LGBT, incluindo; Billy Urich – Vice-Presidente de Operações da InterPride e Presidente do Comitê da InterPride sobre Direitos Humanos Internacionais LGBTI; Gloria Careaga – Secretária Geral da ILGA; Belissa Andía Pérez – Secretária Trans da ILGA; Amaranta Gómez Regalado – Secretária Trans da ILGA na América Latina e no caribe; Beto de Jesus – Secretário da ILGA na América Latina e no Caribe; Toni Reis – Coordenador Geral da Comissão Organizadora Local da V Conferência ILGA-LAC; e Rafaelly Wiest – Presidente do Grupo Dignidade e da V Conferência ILGA-LAC

Na Abertura, uma mensagem do Presidente Lula aos participantes da Conferência será lida pelo deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), integrante da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT.

Apoio

A Conferência conta com o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a Organização Pan-Americana da Saúde, o Fundo Global para Mulheres, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o Governo do Estado do Paraná, o Governo do Município de Curitiba e a Itaipu Binacional.

Realização

· Grupo Dignidade pela cidadania LGBT

· CEPAC – Centro Paranaense de Cidadania

· APPAD – Associação Paranaense da Parada da Diversidade

· DOM DA TERRA

· Artemis – Associação Paranaense da Parada da Diversidade

· Transgrupo Marcela Prado

· Aliança Paranaense Pela Cidadania LGBT

Local

· CONFERÊNCIA: Victória Villa Hotel – Avenida Sete de Setembro, n° 2448 – Centro, Curitiba, Paraná. Fone (41) 3324-7878‎

· ABERTURA OFICIAL – 27/01 – 18:30 horas : Piso Portinari da Estação Embratel Convention Center– Acesso pelo Shopping Estação – Avenida Sete de Setembro, 2775 – Centro, Curitiba, Paraná.

Programação completa

http://www.ilgalac. grupodignidade. org.br/port/ index.php

Flashmob no Galeão

Quem vem sempre por aqui viu há algum tempo postagens mostrando algumas ações de flash mob que uma empresa de telefonia promoveu em Londres. Uma vez foi um tantão de gente na Trafalgar Square cantando Hey Jude, dos Beatles. Outra vez foi uma coreografia numa estação de metrô.

No dia 20 de janeiro, uma empresa aérea homenageou o santo padroeiro do Rio de Janeiro, São Sebastião, com uma flash mob (mobilização instantânea) no aeroporto internacional Antônio Carlos Jobim, ou Galeão.

MUITO LEGAL!

22/1 no Flamengo: ‘beijaço’ contra homofobia no Armazém do Chopp

Na semana passada, o Grupo Arco-Íris teve conhecimento de que um casal de lésbicas foi convidado a se retirar do bar Armazém do Chopp, no Flamengo. Segundo testemunhas, o gerente afirmou que não as queria lá dentro, pois preferia a “praça vazia a esse tipo de gente (LGBT)”. O Grupo Arco-Íris torna público seu repúdio a qualquer forma de discriminação por orientação sexual e identidade de gênero e, por este motivo, estará presente na manifestação e convoca a todos e todas para o ato como demonstração de força e indignação.

“Lembramos a nossa comunidade que no Rio possui duas leis que resguardam os LGBT de homofobia em estabelecimentos comerciais. É o caso de se aplicar a lei estadual 3406 de 2000, que penaliza bares, restaurantes, lojas, etc. por discriminarem pessoas em virtude de sua orientação sexual. A lei municipal 2475 de 1996 também caminha nesta mesma direção, portanto é inadmissível que estabelecimentos comerciais continuem a discriminar nossa comunidade. Devemos reivindicar o cumpra-se das leis e fazer com que com o Estado e o Município assegure nossos direitos e cumpram as leis em questão”, explicou a presidente do Grupo Arco-Íris, Gilza Rodrigues.

A Lei 3406/2000

Esta Lei estabelece penalidades aos estabelecimentos localizados no estado do Rio de Janeiro que discriminem pessoas em virtude de sua orientação sexual. Dentro de sua competência, o Poder Executivo penalizará todo estabelecimento comercial, industrial, entidades, representações, associações, sociedades civis ou de prestações de serviços que, por atos de seus proprietários ou prepostos, discriminem pessoas em função de sua orientação sexual, ou contra elas adotem atos de coação ou violência.

Entende-se por discriminação a adoção de medidas não previstas na legislação pertinente, tais como: constrangimento; proibição de ingresso ou permanência; preterimento quando da ocupação e/ou imposição de pagamento de mais de uma unidade, nos casos de hotéis, motéis e similares; atendimento diferenciado; e cobrança extra para ingresso ou permanência.

Serviço

Beijaço no Armazém do Chopp contra homofobia

Local: Marquês de Abrantes, 66 – Flamengo

Horário: 20h

Informações para a imprensa

Márcia Vilella | Diego Cotta

Target Assessoria de Comunicação

Tels: 21 8158 9692 21 8158 9692 | 8158 9715 | 2284 2475

target@target.inf.br | http://www.target.inf.br

Lesbifest 2010

Percebi que um dos termos de busca mais comum que traz vocês, leitoras, a este blog é “lesbifest”.

Sim, a nossa Lesbifest foi um sucesso, não foi?

Estamos considerando promover a II Lesbifest esse ano, por ocasião do dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Que acham?

Homosexual, Watson!

Gosto de filmes policiais, de detetives… sempre gostei. Por exemplo, já perdi a conta de quantas vezes assisti “Seven” e “O Colecionador de Ossos”, meus hits modernos, já que não passam mais “O Expresso da Meia Noite” na TV aberta, como antigamente.

No sábado, fui assistir Sherlock Holmes, a versão de Guy Ritchie, com Robert Downey Jr. (era meu galã na adolescência, mas quase não o reconheci…) e Jude Law (que eu adoro, desde AI e Gattaca). Eu não esperava, mas o filme faz “elementar” a dedução de um romance entre os parceiros de aventuras.

Compartilho, então, um artigo interessante do Suplemento Hoy (Página 12, Argentina) sobre o filme.

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Homosexual, Watson!

Diego Trerotola / suplemento Soy

Se estrenó Sherlock Holmes, con Robert Downey Jr. y Jude Law, una pareja de película que parece empeñada en sacar definitivamente del closet, tras un siglo de sospechas, al detective y a su fiel compañero Watson.

Parece que nadie va a ver la película Sherlock Holmes de Guy Richie para que el detective más célebre de la historia de la literatura y el cine resuelva con fascinante y milimétrica perfección un caso enrevesado de crimen sin castigo. Ahora, el misterio central de la nueva aventura de Holmes y su ladero, el Dr. Watson, es si son o no pareja. Ni la disciplinaria moral victoriana como telón de fondo ni la condena de Oscar Wilde como amenaza de castigo ejemplar pudieron borrar el rumor de que entre ambos personajes se escondía un romance elemental.

Más de un siglo de sospechas, de pistas, parece que está a punto de resolverse. Y ahora no hay que tener la capacidad de observación y la perspicacia deductiva del detective de la calle Baker de Arthur Conan Doyle para percibir que en esta última adaptación cinematográfica —con Robert Downey Jr. y Jude Law, el detective y el doctor, respectivamente— se comportan como una pareja, o como especifica Rene Rodriguez en el Miami Herald: “Holmes y Watson se pelean y discuten como un matrimonio de ancianos”. Y la crítica coincidió: el conflicto central de la película parece ser el romance entre los dos personajes. En el Village Voice, J. Hoberman apuntala que la película tiene la lógica de una historia de amor hollywoodense, con un Dr. Watson guapo “cuyo inminente matrimonio pone a Sherlock loco de celos”.

Es que, como Law y Downey Jr. hacen tan buena pareja, cuando Watson le reclama a Holmes por qué siempre está saboteando su relación con su futura esposa Mary, uno piensa que como toda respuesta el detective le estampará un beso de lengua. No llega a eso, pero casi, porque, como señala Roger Ebert, “ambos parecen ahora más que un poco gays… Incluso Jude Law parecía que estaba usando lápiz labial cuando fue a promocionar la película al programa de Letterman”. No es raro que los críticos, adiestrados para leer cada detalle de las películas, encuentren un subtexto gay, pero si los mismos actores apoyan esta lectura, la cosa cruza la línea de lo sutil. Y, a pesar de lo que diga Ebert, no sorprende a nadie que el actor inglés Law, que tiene todo el perfil de un consumado metrosexual, elija resaltar sus rasgos y modales refinados con los que seduce, para promocionar la película.

Lo que sí podría sorprender es que Robert Downey Jr. salga a tirar plumas como una loca. Porque en el mismo show de David Letterman, Downey Jr. respondió a una insinuación sobre la homosexualidad del detective invitando a ver una secuencia de Sherlock Holmes con estas palabras: “¿Por qué no vemos el clip y dejamos que el público decida si el personaje resulta ser un homosexual muy masculino? Que son muchos. Y estoy orgulloso de conocer a algunos de ellos”.

La idea que sembró Downey Jr. en los espectadores al promocionar la película con una sugestiva ambigüedad, según algunos medios de espectáculos, no gustó nada a los ejecutivos de la Warner Bros., porque supuestamente “condiciona” a ver a los actores como amantes: “El estudio quiere posicionarla como una película de acción y aventura, no como Secreto en la montaña 2”, informó Rob Shuter, del sitio Pop Eater. Otras fuentes, como Entertaiment Weekley, sostuvieron que Warner Bros. no tiene problemas sobre el asunto, pero nunca hubo una declaración oficial.

La que sí fue categórica al respecto fue Andrea Plunket, la supuesta propietaria de los derechos en Estados Unidos de la obra literaria de Conan Doyle: “No soy hostil a los homosexuales, pero lo soy frente a cualquier persona que no sea fiel al espíritu de los libros”. Acto seguido, Plunket aclaró que si Richie explorara la veta homoerótica en la próxima película, no le dará los derechos para una secuela: “Sería drástico, pero retiraré la autorización para hacer más películas si sienten que es un tema que deseen llevar a cabo en el futuro”. No sería drástico, sería homofóbico. Especialmente porque a Plunket, como bien marcaron algunos medios, no le importó que la película convierta a Holmes en una suerte de Superman, un héroe de acción superdotado, que no revela ninguna fidelidad con las narraciones de Conan Doyle.

Ahora bien, si Sherlock se enamora de Watson, ahí pone el grito en el cielo. Qué elemental, Plunket.

O HAITI É AQUI

ATENÇÃO: O Viva Rio está recebendo doações de medicamentos novos, alimentos enlatados, materiais de primeiros socorros, água e pastilhas de cloro para purificação de água para enviar para a capital do Haiti, Porto Príncipe. As doações devem ser entregues na sede do Viva Rio (Rua do Russel, 76, Glória, Rio de Janeiro), entre 9:00 e 18:00h.

Mitchelle Meira diz que união civil homossexual é consenso no Governo Lula

Do site ACapa

Por Marcelo Hailer 14/1/2010 – 14:23

Após reportagens publicadas nos jornais “O Estado de São Paulo” e “Folha de São Paulo” indicando que o governo Lula e até mesmo o ministro dos direitos humanos, Paulo Vannuchi, recuaram em relação à união civil gay uma polêmica foi aberta.

Mitchelle Meira, coordenadora da Coordenação Nacional de Políticas Públicas LGBT do governo Lula, garante que isso é uma “falsa polêmica” e que a união homossexual “não está em questionamento no governo federal”. Ainda sobre a união, Meira diz que a união civil gay é “consenso no governo Lula”.

A respeito de matérias publicadas na grande imprensa e que foram parcialmente reproduzidas por A Capa, Mitchelle explicou que o “ministro em pessoa me disse que nada falou a respeito da união civil gay”. Segundo ela a “grande imprensa quer levantar uma polêmica que não existe”.

Meira disse à reportagem que a questão dos direitos homossexuais foi amplamente debatida com a sociedade e com o governo. “Houve várias Conferências e isso foi debatido com a sociedade”. Também lembrou que “as empresas do governo, a Caixa, por exemplo, reconhecem os seus funcionários homossexuais, assegurando direitos”.

“A única polêmica existente é em torno do aborto e isto está sendo discutido com a secretária das mulheres, Nilcéa Freire”, explica Mitchelle Meira.

Ano eleitoral
Questionada se esse ano temas como a união civil gay e a criminalização da homofobia serão discutidos e votados na câmara, Mitchelle admite que “dificilmente” eles entrarão na pauta. “Por se tratar de um ano eleitoral, muitos parlamentares não querem se envolver com temas polêmicos” admite Meira.

Mas, ela lembra que o Plano Nacional de Políticas Públicas LGBT foi construído em cima de um prazo de três anos para se aplicado em sua totalidade e que, “nesse tempo a comunidade gay deve pressionar os parlamentares para que votem estes temas”. Para ela “os LGBT devem cobrar de seus candidatos que defendam estes temas publicamente e que assumam compromissos de verdade”.

Segundo Mitchelle, a comunidade gay deve ficar mais atenta e não votar em candidatos que não tem “compromisso” com os direitos homossexuai. Para a coordenadora, as coisas só irão acontecer quando a comunidade “como um todo” se unir e cobrar pelos seus direitos. “Essa pauta (LGBT) tem que ser posta pelos parlamentares e os LGBT devem pressionar para que isso aconteça”.

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