Balada

Então tá. Cheguei aqui em Hanoi dia 8 de abril, entrei numa reunião de 3 dias, que foi de 10 a 12. Trabalhei um bocado entre 13 e 16, quando começou a Conferência do IASSCS. Entre uma coisa e outra, dei uns passeios, mas nada muito significativo. Fui ao Museu da História Militar do Vietnã, e como já havia comentado com vocês no post anterior, na minha segunda noite ‘in town’ eu fui ver o Ballet Nacional do Vietnã.

Estou em um hotel que fica longe do centro, longe de tudo o que é turístico, e longe da única balada GLS da capital vietnamita, o GC Club. É um bar cheeeeeeeeeio de gays, onde também se vêem algumas meninas, a maioria acompanhada dos namorados, e nas duas noites só topei com uma dyke, que virou pra mim e disse “You are hot!”. Achei o máximo!! Mas ela tinha 20 anos e uma carinha de bebê que me fez lembrar meu filho… não deu!! hahahaha!! Mas o detalhe mais importante aqui é o seguinte: tudo tem que fechar à meia noite, por determinação de uma lei federal!!! AHAM!!! Bizarro. Até que a galera da Conferência descobriu que essa lei se aplica para o território em terra, mas não para o território aquático. Ha!! Depois da meia noite, a balada é num barco, mas eu só tive a chance de ir ontem, sábado.

Como diria Jack, o Estripador: “Vamos por partes”.

Ballet

Foi na Ópera House de Hanoi, construída pelos franceses durante a ocupação, no século passado. Aliás, como eu já disse Hanoi tem muita influência francesa na arquitetura.

Foi mal... não levei a câmera.

 Spartacus, ou Espártaco, foi o líder de uma das mais importantes revoltas na Roma antiga, a “Terceira Guerra Servil”. A peça foi coreografada e encenada pelo Bolshoi, o ballet russo, ali pelas décadas de 60~70. Aqui no Vietnã, país com forte influência e proximidade com a União Soviética, essa foi a primeira vez na história do país que Spartacus foi encenado. O Estado, que não reconhece sequer a existência de gays, lésbicas e transgêneros, financiou a montagem – que conta com um elenco de umas 80 pessoas, 80% (pelo menos) de “bibas from Vietnã”!! Eu estava ainda me recuperando da viagem, das 48h sem dormir, da diferença de fuso horário, e o resultado foi que cheguei a cochilar algumas vezes durante o espetáculo, apesar do grande esforço. Mas mesmo com todo o respeito e admiração pelo feito… a turma da Norma Lília faz muito melhor.

Vavá Brasil fez fotos, vou tentar pegar com eles pra postar aqui.

Museu Militar

Uma coisa é certa: o Estado Vietnamita faz questão de contar sua história de modo que seu povo tenha orgulho dela.

A torre de Hanói

Contando história

Impressionante. Impactante. E cheio de gringos dos EUA circulando por ali. Também muitas pessoas do Vietnã e com feições asiáticas. Outras pessoas falando francês e outras línguas saxônicas que eu não consegui entender. Mas a cara dos americanos, especialmente os homens, era algo a parte. Sabe quando a pessoa não sabe onde pôr as mãos? Sabe assim quando você olha uma coisa muito errada que você fez e não sabe como consertar? Sabe quando você sabe que fez merda mas não se arrepende? (Essas eram as piores caras, na real…) Eu mesma fui lá com uma colega estadunidense, que disse ter ficado muito chocada com tudo o que viu. Vocês podem checar mais fotos no meu perfil do Orkut.

Nancy, perplexa

A cidade está cheia de outros pontos turísticos cívicos e não cívicos, mas eu não consegui ir muito além disso. Tentarei hoje conhecer o Templo da Literatura e fazer algumas compras (presentes prometidos, e só esses). Felizmente consegui carregar as pilhas para a câmera, então terei mais fotos.

Mas então, falemos da…

Balada

Muito e quase nada a dizer. (Risos) Não achei as pessoas da balada especialmente bonitas, e a galera daqui dança muito mal. Mas muito mal mesmo!! Affff… como sinto falta das minhas rodas de samba, do suíngue do meu povo brasileiro! A moda é basicamente aquela que a gente vê nas revistas de moda, e me lembra bastante o estilão japonês/chinês das grandes metrópoles orientais. O GC Club é um lugar pequeno, menor que o Gate’s Pub (Brasília), ou mais ou menos do tamanho do Sal y Pimenta (Rio) – somente térreo. Fica lotado, apinhado, cheMas inho de gente, e ontem ainda tinha nós, da Conferência – umas 20 pessoas – o que tornava tudo muito mais difícil. Poucas pessoas ficaram até as 23h: a música era aquela coisa pop multinacional medíocre, repetitiva, muita fumaça de cigarro e muito, mas muito quente! Uma verdadeira sauna. Porém, é necessário conhecer a cultura local, certo? Foi divertido. Fui lá anteontem e voltei ontem.

Mas então finalmente encontrei quem me levasse para a balada “after midnight”, que começa às 23h30 e vai até…. a hora que acabar. Essa que é num barco, e não estando “em terra” fica livre da imposição de fechar à meia noite. A música era bem melhor, mas muito melhor mesmo, ainda que também fosse o velho e bom mainstreaming internacional gringo. Eu, Eva Lee (ativista lés da China) e Paul (da Holanda) chegamos perto da meia noite, e enquanto o Paul estava sendo abordado por um rapaz local, eu e Eva fomos dançar. Em menos de 15 minutos estávamos encurradalas no cantinho da pista, coladas na caixa de som, porque o lugar encheu, lotou, de uma hora pra outra. Todo mundo que estava acordado em Hanói estava naquele barco. Isso inclui gente de todas as origens – europa, américas, ásia, áfrica e por aí vai… Até do Brasil tinha, ué!! rsrsrs.

O que eu achei o mais engraçado de tudo foi o seguinte. Lembra da Rosana-Como-Uma-Deusa? Pois não é que de repente começou a tocar a tal música, só que em inglês??? Lembrei imediatamente do meu amado-amante Gildo, e comecei a cantar em cima a versão em português. Gente… pra quê que nasce, né!? O pior é que tanto o holandês quanto a chinesa conheciam a música e sabiam a letra!!!! Crêimdeuspádi!!!

Enfim. Tirando isso… hehehe… o visual era incrível, o lugar é muito mais fresco que o GC Club e deu pra gente se divertir. Cerca de 1h depois que chegamos, encontramos as negras que estavam na Conferência: Lorraine (Botswana), Caroline (inglesa, mas de família Nepalense) e a outra moça que não me lembro o nome, do Quênia. Dancei até cansar e voltei pro hotel com o dia já claro.

Pensei que ia embora hoje pra Paris, mas descobri que é só amanhã. Fazer o quê? Compras! E quem sabe aproveitar as mais que habilidosas manicures vietnamitas para fazer umas florzinhas nas minhas unhas…

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