REVEILLON!

Hoje é o último dia do ano de 2008. Pela primeira vez estou no Rio para assistir a esse fenômeno naturalmente animal criado pelo ser humano. A TV dá notícias de que muita gente já se concentra na praia de Copacabana, começaram a chegar na madrugada. Aqui na Lapa o movimento é grande. As filas dos supermercados são enormes, consumidor@s vão atrás de cerveja, bebidas, comidas, papel higiênico e outros gêneros de primeira necessidade para a noite do ano-novo. Ritmo frenético. Sirenes, carros, buzinas, feeeeeeeeeeeeeem feeeeeeeeeeeeeeeem… Os fogos – pêi pêi pêi!!! – assustam meu almoço. As pessoas passam lá embaixo falando alto, estão agilizando a despedida desse ano.

A esquina da feira de sábado. Hoje, flores.

A esquina da feira de sábado. Hoje, flores.

Na rua, a cada esquina tem alguém vendendo as flores que serão ofertadas a Iemanjá e seus pares mais tarde, na hora de pular as sete ondinhas. “Ô Dona Maria, as suas flores amarelas estão mais bonitas que as da outra!” Pessoas alegres tomam sua primeira cerveja do último dia, outras estão muito estressadas. Saindo do mercado – fui lá comprar a minha cervejinha também! – alguma coisa acontecia do outro lado da rua. Parece que um rapaz estava sendo preso ou capturado por alguma suposta infração que tenha cometido. Pode ter como pode não ter feito nada. Vai saber. Curiosos olhavam, esquentadinhos iam pra junto da confusão e eu mesma tratei de caminhar pro lado oposto.

Hoje é dia de festa! Copacabana vai bombar, ainda mais com o cancelamento das festas de Ipanema e do Flamengo! Posso imaginar a multidão… Eu tentarei ver a minha querida Mart’nália! Além do mais, os fogos desse ano trarão como tema “Os quatro elementos da natureza”. Como será que fazem isso?? E como será que vai ser?? Tentarei fotografar, com muito medo de levarem minha câmera, mas… c’est la vie! Por enquanto, aí vão fotos antigas, de outras pessoas, que achei na internet. A minha Lapinha, minha casa, e os fogos em Copacabana de algum ano já findo.

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Irmão Gato

Falo muito da minha irmã Flora, que tá aí nas Paradas de Sucesso, mas tenho que falar também da vasta gama de irmãs e irmãos que eu tenho! Tenho que falar!! Acho que é a distância, a saudade, que me deu essa coisa assim familiar, essa corujice… Hoje eu vou dar um destaque aqui pro Caetano. Ele é o filho do meio, que acabou concentrando vários talentos e habilidades. Minha mãe tem 7 filh@s, sendo que o Caetano é o 4º. Todo mundo tem uma veia artística, as atividades vão do design gráfico ao picadeiro. Mas esse aqui é o seguinte: ator, diretor de teatro, cenógrafo, iluminador, autor, compositor, músico, violonista, percussionista, cantor, eletricista, marceneiro, skatista, atleta radical, gente boa, romântico, simpático, bonito e gostoso. Fala sério, né gente!! Olha a tipagem do rapazinho aí embaixo.

Clique AQUI para conhecer um pouco mais do Caetano!

Cae, te amo!!

Ventania Especifica

Caetano Maia em: Ventania Específica

Anjinho...

Anjinho...

... ou Diabinho? Hummm... Adoro!

... ou Diabinho? Hummm... Adoro!

Grande rede global

Vejam que interessante. Vim para Brasília passar o Natal com a família e com o meu poderoso 3G acessei meus recados do Orkut. Tinha lá um recado da minha nova colega de trabalho, a Marina, dizendo que uma prima dela esteve em um festival de rap em Caxias-RJ e fez um vídeo de uma MC que estava por lá se apresentando. Era minha irmã Flora!! Eu, coruja que sou, não resisiti e aqui está o videozinho. Obrigada, Carola!! Beijos Flora!!!

Logo depois, conversando com Flora por MSN, ela me disse que há um outro vídeo dela cantando a mesma música, só que na França. Xic, bem! Confira!

E tem mais um na França:

Vestido Nuevo

Parte 1

Parte 2

Do “El País” de Espanha.

El segundo cortometraje de Sergi Pérez transciende la etiqueta de corto rosa y va directo al corazón. Al corazón de todos los que en algún momento se han sentido diferentes y han sufrido por ello. Vestido nuevo es la historia de Mario, un niño que el día de Carnaval en la escuela decide ponerse un vestido de niña para sorpresa de alumnos, profesores y familiares. Diez premios en diversos festivales nacionales avalan este corto de factura impecable e inmensa sensibilidad.

“Quería mostrar desde un punto de vista amable un tema que para muchos es algo negativo”, afirma su director. Niños, homosexualidad y escuela son temáticas peliagudas pero este catalán de 31 años sale airoso del reto con un guión que evita lugares comunes, una admirable dirección de actores y una realización llena de ternura. En suma, 10 minutos que hablan desde (y por) la diferencia.

Actualmente su realizador prepara nuevos proyectos y compagina su actividad de cortometrajista con la de publicista. El signo no de los tiempos para los realizadores de cortos de nuestro país y, en sus propias palabras, toda una prueba de fuerza: “Ser cortometrajista en España es como ser un representante de muebles o de cosméticos. Te pateas toda España (y parte del extranjero) en coche por carreteras secundarias para defender tu corto entre otros vendedores que también están mostrando su mercancía”. En ELPAÍS.com, los lectores tienen su Vestido nuevo a golpe de click. Disfrútelo.

Lésbicas no horário nobre

Um pouco de diversão – porque relembrar (também) é viver!

Um pouco de história, porque só lembrando do passado se faz a revolução no presente para o futuro.


Mudei!

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Clique para ampliar

Pois é, mudei. Mudei de emprego, de cidade, de vida, de endereço… de ritmo. Mudou tudo. Antes eu morava no centro de uma cidade segura (na parte segura), silenciosa, vez por outra passava alguém lá embaixo falando e dava pra ouvir até os detalhes da conversa. Pela janela do quarto eu via uma paisagem quase inglesa, um jardim com grama muito bem aparada, limpa, com arbustos de flores e uma via quase sem movimento algum. A janela da sala era resguardada por um lindo jardim e uma mangueira sexagenária, onde cantavam passarinhos e cigarras, que sussurava ao vento e abafava ainda mais qualquer ruído que ocorresse por ali. Eu usava um automóvel para me locomover diariamente, apesar das tentativas de mudança de hábitos – tentei fazer o trajeto casa-trabalho-casa a pé, mas as obrigações domésticas e a pressa acabavam dificultando o projeto. Minha cidade tem quase 60 anos e uma arquitetura moderna – agora eu entendo o que isso significa!

Paisagem da janela

Paisagem da janela

Mudei. Mudei-me para o Rio de Janeiro – uma calanga na cidade maravilhosa – e aluguei um apartamento no centro da cidade. Não é lááááááá no centrão, mas na minha rua tem, por exemplo, o Clube dos Democráticos, onde Dom Pedro ia fazer as baladas dele no tempo do Império! Prédios de todas as idades convivem em meio ao caos dos carros, ambulâncias, sirenes, ônibus, motocas barulhentas, táxis amarelinhos e… gente. Muita gente!  Esse é um dos aspectos que está me deixando impressionada aqui no Rio. Quando as pessoas diziam pra mim “em Brasília as pessoas não andam na rua”, eu achava um enorme absurdo. Andam, sim. Só que elas podem andar pelo meio das quadras, sob as árvores, por entre os jardins, e não são obrigadas a seguir as calçadas que margeiam as pistas. Aqui eu vou para o trabalho a pé – gasto 30 minutos andando e é muito mais rápido do que se eu fosse de ônibus e, possivelmente, até de carro. E quando vai chegando lá perto da Presidente Vargas (o próprio batizou a Avenida com esse nome, era um pouco vaidoso, né) – voltando – chegando lá perto as calçadas vão ficando estreitinhas pra tanta gente que se esbarra, fala alto, caminha com pressa, mas feliz.

Sábado eu desci para sacar algum, comprar cigarros e procurar alguns

Vizinhança animada

Vizinhança animada

artigos complementares à mudança. Tinha fome tb. De um lado da portaria tem uma lanchonete 24h, do outro lado uma espécie de armazém que vende tortas e artigos esotéricos (aham!!), na esquina uma agência bancária, logo na saída do banco, um carrinho vendendo deliciosos quibes e bolinhos de aipim recheados, próximo à portaria uma banca de jornais onde encontro cigarros e créditos para o celular, do outro lado da rua tenho 3 mercados (um econômico, um barato e um super barato), além de uma grande loja de materiais de construção e conveniências domésticas. No térreo do prédio em frente tem uma pizzaria que entrega até as 23h, um restaurante árabe que serve a quilo com ar condicionado (não só comida árabe), mais pra cima uma sorveteria artesanal, além de várias lojas/depósitos de móveis usados. Tudo isso sem andar 100m!!

Amazing!

Esse é o post inaugural dessa nova etapa. Coloquei umas fotinhas no Flickr, aqui do lado direito da tela. Aos poucos vou colocando mais (a casa está quase a ponto de ser fotografada!) e compartilhando minhas impressões – Impressões de uma calanga na cidade maravilhosa.

ONU : A orientação sexual e a identidade de gênero na Assembleia Geral da ONU

Documento reafirma promessa da Declaração Universal dos Direitos do Homem

Do site da ILGA
 
onu(Nova Iorque, 11 de Dezembro de 2008) “No momento em que se celebra o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem (DUDH), a Assembleia Geral da ONU vai assistir em meados de Dezembro a uma declaração, aprovada por mais de 50 países de todo o mundo, que apela ao fim das violações de direitos por motivo da orientação sexual e da identidade de gênero. Uma plataforma de organizações internacionais de direitos humanos convidou hoje todas as nações do mundo a apoiarem a declaração, confirmando a promessa fundamental da DUDH: que os direitos humanos se aplicam a toda a gente.

A declaração está a ser coordenada por países de quatro continentes, entre os quais Argentina, Brasil, Croácia, França, Gabão, Japão, Noruega e Países Baixos. A leitura da declaração configurará a primeira abordagem formal da Assembleia Geral às violações de direitos motivadas pela orientação sexual e pela identidade de gênero.

“Em 1948, as nações da Terra lançaram a promessa dos direitos humanos, mas, seis décadas mais tarde, a promessa está por cumprir para muitos”, afirmou Linda Baumann, da Namíbia, membro dirigente da Pan Africa ILGA, uma plataforma de mais de 60 associações da comunidade lésbica, gay, bissexual e transgênero (LGBT) do continente africano. “O apoio africano, sem precedentes, a esta declaração transmite a mensagem de que os abusos contra as pessoas LGBT são inaceitáveis em qualquer lugar e sob quaisquer circunstâncias.”

A declaração, sem carácter vinculativo, reafirma mecanismos existentes de protecção dos direitos humanos no direito internacional. Baseia-se numa anterior declaração conjunta que teve o apoio de 54 países e que a Noruega apresentou em 2006 ao Conselho dos Direitos do Homem das Nações Unidas.

Palavras de Boris Dittrich, dos Países Baixos, jurista do programa da Human Rights Watch para os direitos da população lésbica, gay, bissexual e transgênero: “Universal quer dizer universal, e não há excepções. A ONU tem de se erguer firmemente contra a violência e o preconceito, pois não pode haver lugar a meias medidas quando estão em causa os direitos humanos.”

O projecto de declaração condena a violência, o assédio, a discriminação, a exclusão, a estigmatização e o preconceito com base na orientação sexual e na identidade de gênero. Condena igualmente os assassinatos e execuções, a tortura, a detenção arbitrária e a privação de direitos econômicos, sociais e culturais com tais fundamentos.

“Há, ainda hoje, dezenas de países que criminalizam o comportamento homossexual consentâneo, leis que não raro permanecem como relíquias da administração colonial”, afirmou Grace Poore, da Malásia, colaboradora da International Gay and Lesbian Human Rights Commission (comissão internacional para os direitos humanos de gays e lésbicas). “Esta declaração denota um consenso crescente a nível mundial de que tais leis afrontosas pertencem já ao passado.”

A declaração baseia-se também num longo registo de acções da ONU em defesa dos direitos da população lésbica, gay, bissexual e transgênero. Na sua decisão de 1994 relativa ao processo Toonen contra Austrália, a Comissão dos Direitos do Homem da ONU — organismo que interpreta o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (PIDCP), um dos tratados fundamentais das Nações Unidas em matéria de direitos humanos — afirmou que a legislação relativa aos direitos humanos proíbe discriminações com base na orientação sexual. Desde então, os mecanismos das Nações Unidas para os direitos humanos têm condenado abusos a pretexto da orientação sexual e da identidade de gênero, incluindo assassinatos, torturas, violações, desaparecimentos e outras formas de violência, além de discriminação em muitos aspectos do quotidiano. Os organismos da ONU têm apelado aos Estados para que ponham termo à discriminação nas respectivas leis e políticas.

Outros organismos internacionais, como o Conselho da Europa e a União Europeia, têm igualmente repudiado a violência e a discriminação contra a população LGBT. Em 2008, os 34 países membros da Organização dos Estados Americanos aprovaram por unanimidade uma declaração nos termos da qual os mecanismos de protecção dos direitos humanos devem ser extensivos à orientação sexual e à identidade de gênero.
 
“Os governos ibero-americanos colocam-se na vanguarda, como campeões da igualdade e apoiantes desta declaração”, revelou Gloria Careaga Pérez, do México, Co-Secretária-Geral da ILGA. “Há actualmente um movimento mundial de apoio aos direitos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgênero, e essas vozes não serão negadas.”
 
Até à data, 55 países assinaram já a declaração da Assembleia Geral. Entre os outros, incluem-se Andorra, Arménia, Austrália, Bôsnia e Herzegovina, Cabo Verde, Canadá, Chile, Equador, Geôrgia, Islândia, Israel, Japão, Liechtenstein, México, Montenegro, Nova Zelândia, República Centro-Africana, antiga República Jugoslava da Macedônia, São Marino, Sérvia, Suíça, Uruguai e Venezuela. Todos os 27 Estados-Membros da União Europeia são também signatários.
 
Segundo Kim Vance, do Canadá, co-director de ARC International: “Esta declaração encontrou apoio dos Estados e da sociedade civil em todas as regiões do mundo. Em Dezembro, vai emanar da Assembleia Geral uma mensagem simples: a Declaração Universal dos Direitos do Homem é verdadeiramente universal.”
 
A plataforma de organizações internacionais de direitos humanos que emitiu a presente declaração inclui:
Amnistia Internacional; ARC International; Center for Womenâ€TMs Global Leadership; COC Netherlands; Global Rights; Human Rights Watch; International Committee for IDAHO (Dia Mundial contra a Homofobia); International Gay and Lesbian Human Rights Commission (IGLHRC); Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (ILGA); International Service for Human Rights; Pan Africa ILGA; Public Services International.
 
Para mais informações, contactar:
Human Rights Watch (Nova Iorque):
Scott Long, +1-212-216-1297, +1-646-641-5655 ou longs@hrw.org

IGLHRC (Nova Iorque):
Hossein Alizadeh, +1-212-430-6016 ou halizadeh@iglhrc.org

ARC International (Otava):
Kim Vance, +1-902-488-6404

ARC International (Genebra):
John Fisher, +41-79-508-3968 ou arc@arc-international.net

ILGA (Bruxelas):
Stephen Barris, +32-2-502-2471 ou stephenbarris@ilga.org

COC Netherlands (Amesterdã):
Bjorn van Roozendall, +31-6-22-55-83-00 ou bvanroozendaal@coc.nl
 
Tradução : Jorge-Madeira Mendes

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