Três uvas, duas loucas

Passei no mercado antes do avião pousar. No vinhedo, tive dúvida sobre que uva combinaria melhor com o meu menu: folhinhas verdes, cogumelos e outras proteínas.  Moscatéis lutridos insistiram por alguns segundos em ocupar o meu campo visual, ávidos por me acompanharem até a casa. Mas não eram apetecíveis para minha companhia.

Entre a sempre bem-vinda Chardonnay e o úmido prosecco, convidei pra casa as três deliciosas uvas, que juntas sabem bem como acompanhar harmonicamente, nas noites, o intenso e raro prazer. Eram a Cabernet, a Sauvignon e a Merlot. A sempre confortável maciez no leito da língua, combinada com uma leve acidez no final, me têm por costume embalar suaves prosas e versos.

Avião no pátio, bagagem desembarcada. Uma mulher substantiva e predicada. A mala aberta no mangue do quarto e as uvas bailando pelos lábios de duas loucas. Os corpos já iam se entregando ao cansaço do do trabalho sem intervalo quando se deram conta da agradável companhia. O tinto então preencheu não só a boca e o paladar. Visão e tato vieram pra festa, trazendo o cheiro guache das tintas.

Substantivo Masculino, Artigo Feminino e Verbo Auxiliar

REDAÇÃO DA ALUNA DA UFPE. Peguei no blog da Ana Paula De Faria.

Curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.

“Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.

Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.

Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.

O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão

verbal, e entrou com ela em seu aposto.

Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.

Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.”

LESBIFEST, parte posterior

Eita, gente… foi DIVERTIDA DEMAIS essa festa!!!! Quem não foi, não foi. Se liga pra ir na próxima! A Casa de Jorge adorou a gente, e ofereceu pra fazermos muitas festas lá. BORA??

Pra quem andava curiosa sobre o meu número drag king… Aqui vai uma foto do camarim. Eu não ganhei… mas também: concorri com Roy Orbison, Freddie Mercury, Frank Sinatra e um Malandro da Lapa! Quem aguenta? kkkkk!

Pepeura!!

Canudinho

By Vagner de Almeida

Canudinho

(preferencialmente interpretada por Renata Arruda)

Se eu tivesse um canudinho, eu chupava você

Pra dentro do meu mundinho, pra comigo viver,

pra comigo viver

Se eu tivesse um canudinho, eu me enchia de você

E acabava com o vazio, o vazio de viver

Se eu pudesse te liquefazer,

eu te bebia até ficar de porre

Você me embebeda, você me enlouquece

Ai meu Deus, como você pode ?

Se eu tivesse um canudinho, eu chupava você

Pra dentro do meu mundinho, pra comigo viver,

pra comigo viver

Se eu tivesse um canudinho, eu me enchia de você

E acabava com o vazio, o vazio de viver

Se eu pudesse te liquefazer,

eu te bebia até ficar de porre

Você me embebeda, você me enlouquece

Ai meu Deus, como você pode ?

PRÉ LESBIFEST RIO

29 de agosto (Sábado)

10h às 12h – Oficina do Corpo do Projeto laços e Acasos

12h às 13h – Brunch

14h às 17h – Sessão de curtas e debates

17h às 19h – Roda de Leitura – Poesias e Contos Eróticos

19h às 21h – Sarau e Esquetes Teatrais

Local: Castelinho do Flamengo – Praia do Flamengo 154

Informações: 2222-7286 / 2215-0844 / 2234-5545 / 2234-5546

E-mail: arco-iris@arco-iris.org

Realização: Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT

29 de maio – Cineclube LGBT

cineclubeGLBT_site

9ª EDIÇÃO DO CINECLUBE LGBT

A próxima edição do Cineclube LGBT será no dia 29/05, 21h00, no Cinema Odeon Petrobras, na Cinelândia, e exibirá o Programa Especial FEMINA com cinco curtas-metragens que mostram visões de mulheres de diferentes países sobre a sexualidade.

O FEMINA – Festival Internacional de Cinema Feminino é o primeiro evento do gênero no Brasil e foi criado com o objetivo de destacar o trabalho das mulheres no cenário cultural e cinematografico brasileiro e mundial, e promover a igualdade de gênero.

Criado em 2004, o FEMINA é formado por sessões em cinema e vídeo de filmes dirigidos por mulheres e/ou com temática feminina, distribuídas em mostras competitivas ou temáticas, além de debates e palestras que abrangem a atuação do universo feminino em questões política-sócio-culturais.

Os ingressos antecipados serão vendidos a partir de terça-feira, 26/05, 14h00.

Alguém salve a Maísa!!

Claro que a cabeça dela não estava doendo tanto quanto ela estava se sentindo humilhada e pressionada. Felizmente o Ministério Público já está tratando de tirar essa menina das garras do monstro SS. Adoro vê-la na TV, acho que ela tem um talento raríssimo e de alto nível, mas nenhuma criança pode ser tratada dessa forma, pior ainda em rede nacional!! NÃO MESMO!!

Veja a notícia no Correio Braziliense.

@dhani

Manda...

Manda que eu faço chover
Pede que eu mando parar
Manda que eu faço de tudo meu amor pra te agradar
Manda que eu faço chover
Pede que eu mando parar
Manda que eu faço de tudo só pra não te ver chorar

Uma prova de amor…

 

(Zeca Pagodinho)

O Vaticano e o Sexo

E a Sapataria postou hoje um documentário da BBC de Londres, veiculado pelo Domingo Espetacular da Record (não nos iludamos, estão querendo cooptar fiéis da católica para a Universal do Reino de Deus!!). O vídeo é sobre a complicada relação do Vaticano com o sexo. IMPERDÍVEL!!

Longe de casa…

Olá pessoas!

Passei para dizer que ando longe de casa há mais de uma semana, por isso não tem posts novos. Em breve haverá novidades!

Beijos!! Jandirainbow