Deu na IstoÉ!

No mundo das lésbicas

Nas baladas e eventos de mulheres homossexuais se constata que elas querem um espaço próprio, independente dos homens gays

Verônica Mambrini

DJ Nina Lopes, 37 anos, toca todo sábado na primeira festa fixa voltada para lésbicas de São Paulo. “De um ano para cá, teve um boom de baladas para mulher. Temos eventos de sexta e sábado toda semana e outros esporádicos, uma vez por mês ou a cada 15 dias”, conta. Alguns chegam a atrair 2,5 mil pessoas. Nas baladas para mulheres homossexuais, a paquera é sutil.

Foto - Murilo Constantino, Cauê Moreno Murilo Constantino, Cauê Moreno

Em vez de abordagens agressivas, as meninas dançam coladas, lançam olhares, esperam uma resposta. Na Superdyke, festas homossexuais femininas, no UltraClub, onde Nina comanda o som, o público está na casa dos 20 anos. Se em lugares públicos namoradas nem sequer podem dar a mão despreocupadamente, lá, casais dão beijos apaixonados. Na pista, garotas dançam bem perto, encaixando os corpos, numa liberdade difícil de imaginar numa festa heterossexual. As atrações da pista são o ponto alto da noite, com shows de gogo dancers e strippers – moças se aglomeram ao redor do palco e gritam, assoviam. No lounge, casais namoram, conversam e dão risada, como se estivessem em bancos de parque, mas sob a proteção das quatro paredes da casa. As lésbicas querem um espaço só delas.

“Quando se fala em movimento gay, as pessoas nem pensam em mulheres. Então é um jeito de dizer que existimos”

Karina Dias, escritora

Em muitas coisas, as mulheres homossexuais querem ser iguais aos homens gays: nos direitos civis e na aceitação social conquistados, por exemplo. Em outras, querem que suas diferenças sejam respeitadas e valorizadas. O que se constata quando se mergulha no mundo das lésbicas é que elas não querem abrir mão de um espaço próprio. Ou seja, não querem ficar a reboque dos homossexuais masculinos. Para dar conta dessa necessidade, está surgindo um movimento silencioso, com eventos, produtos e serviços voltados para esse público. As baladas que se multiplicam são um exemplo. Mas o fermento dessa iniciativa é a internet. A escritora Karina Dias, 30 anos, começou com um blog e acaba de lançar o romance lésbico “Aquele Dia Junto ao Mar”. “Quando se fala em movimento gay, as pessoas nem pensam em mulheres. Então é um jeito de dizer que existimos”, afirma Karina, que recebe dezenas de emails por dia de garotas que não sabem como lidar com a descoberta da sexualidade. “Eles vêm carregados de dúvidas e medos. Isso é um grande impulso para continuar escrevendo.”

A internet mostrou que havia um público negligenciado até mesmo pela mídia gay. “Dentro de um mundo machista, as lésbicas são a minoria da minoria”, diz Paco Llistó, editor do Dykerama (dyke é gíria para lésbica, em inglês), site voltado para lésbicas e bissexuais que existe há dois anos e chega a picos de um milhão de acessos por dia. “O machismo pauta até mesmo parte do movimento LGBT (Lésbicas, gays, bissexuais e transexuais). Não só na militância, mas de forma editorial e cultural”, afirma Llistó. “Agora elas começam a ganhar espaço.”

Mais recente, o site Parada Lésbica tem também uma rede social só para elas. A editora do site, Del Torres, 29 anos, apostou na diversificação de assuntos, sob a perspectiva homossexual feminina. “Lésbicas, acima de tudo, são mulheres e gostam de textos mais sensíveis”, afirma Del. Outra ideia foi criar um ponto de encontro virtual para as meninas. Daí surgiu o Leskut, que tem hoje 19 mil perfis e recebecerca de 100 adesões por dia. “Chats de grandes portais estão cheios de heterossexuais e casais procurando alguém para transar. Como o Leskut é um ambiente mais controlado, elas se sentem confiantes.”

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A socióloga francesa Stéphanie Arc, autora de “As Lésbicas” (Ed. GLS), que acaba de ser lançado no Brasil, acredita que as homossexuais femininas estão certas em tentar afirmar sua identidade dentro do movimento gay. “Afinal, elas encontram dificuldades específicas na sociedade”, reconhece. Mas essa participação é um fenômeno bastante recente. “Existia uma ideia forte de que as mulheres não militavam. E, da forma tradicional, não participavam mesmo”, afirma a escritora Valéria Melki, 43 anos. Valéria enfatiza que é importante que a militância assimile as diferenças. “Sexualidade para os homens é um valor, para as mulheres é um horror. Uma mulher sexualmente livre é malvista, ao contrário do homem. Isso afeta a mulher lésbica.” A escritora foi uma das criadoras do grupo Umas e Outras, que reunia lésbicas para saraus literários. Outra das criadoras, Laura Bacellar, comemorou um ano da primeira editora lésbica do Brasil, a Malagueta.

Laura e HannaLaura fundou a editora junto com sua companheira, Hanna K. “Nos nossos romances, queremos protagonistas e visão homossexuais claras e assumidas”, afirma Laura. Há duas gerações escrevendo atualmente: autoras mais velhas, entre 40 e 50 anos, que participaram da primeira fase do movimento gay, e uma nova geração, na casa dos 30 anos, que se formou na internet. “É um pouco mais fácil para elas do que foi para a geração anterior, as famílias aceitam com mais tranquilidade”, diz Laura. “Elas são mais diretas em seus textos para falar o que acontece na cama, em detalhes, sem tanto pudor.”

Outras editoras estão despertando para o nicho. O Grupo Editorial Summus tem o selo GLS, que só neste ano lançou seis títulos e cresceu 10% mais do que o resto do grupo. “As publicações voltadas para as lésbicas estão mais interessantes”, reconhece Soraia Bini Cury, editora-executiva da Summus. “Mas não existia abertura para esses livros. De uns tempos para cá, elas estão assumindo junto com os gays a militância pelos direitos humanos”, diz a editora. Os críticos desse movimento alertam para o perigo de as lésbicas quererem se fechar em guetos, justamente no momento em que os gays estão conseguindo mais espaço na sociedade. A semióloga Edith Modesto, que acaba de lançar “Entre Mulheres”, de depoimentos homoafetivos, discorda. “Isso é preconceito”, afirma. “Não se trata de se isolar. Pessoas com as mesmas características se sentem bem de ter um espaço próprio para discutir seus assuntos.” Para Stéphanie Arc, a ideia de gueto também não se aplica. “Não é um conceito exato, porque o gueto é onde você está à força, contra a sua vontade. E isso jamais me ocorreu quando estou num bar para mulheres.”

Homofobia, um pecado

Luís Corrêa Lima *

para Adital

bibliaA aversão a pessoas homossexuais, chamada homofobia, desencadeia diversas formas de violência física, verbal e simbólica contra estas pessoas. No Brasil são frequentes os homicídios, sobretudo de travestis. Há também o suicídio de muitos adolescentes que se descobrem gays, e mesmo de adultos. Eles chegam a esta atitude extrema por pressentirem a rejeição hostil da própria família e da sociedade. Há pais que já disseram: ‘prefiro um filho morto que um filho gay’. Esta hostilidade gera inúmeras formas de discriminação, e, mesmo que não leve à morte, traz frequentemente tristeza profunda ou depressão.

Tamanha repulsa tem raízes históricas. Por muitos séculos, as relações entre pessoas do mesmo sexo foram consideradas como o pecado de Sodoma, que resultou no castigo divino destruidor (Gênesis, cap.19). Este pecado foi a tentativa de estupro feita aos hóspedes do patriarca Ló. Até o início do século 19, a lei civil classificava as relações homoeróticas como um crime grave, sujeito a pena de morte. Por muito tempo a medicina tratou a homossexualidade como doença e transtorno. No entanto, mudanças importantes ocorreram recentemente. Nos anos 90, a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade da lista de doenças. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia proibiu as terapias de reversão da orientação sexual. Portanto, a homossexualidade não é doença e nem tem ‘cura’.

Uma lei estadual fluminense, do ano 2000, penaliza instituições que discriminem pessoas em virtude de sua orientação sexual. Agentes do Poder Público, estabelecimentos comerciais ou industriais, entidades, associações, sociedades civis ou de prestação de serviços não podem discriminar, adotar atos de coação ou violência contra pessoas em função de sua orientação sexual.

As mudanças na sociedade e nas mentalidades também repercutem na Igreja Católica. Seus documentos doutrinais reconhecem a existência de pessoas com tendências homossexuais profundamente enraizadas, ou mesmo de nascença. Estas pessoas devem ser tratadas com respeito e delicadeza. Em 1986, uma carta do Vaticano aos bispos afirma que toda violência física ou verbal contra elas é deplorável, merecendo a condenação dos pastores da Igreja onde quer que se verifiquem. E acrescenta que nenhum ser humano é mero homo ou heterossexual. Ele é acima de tudo criatura de Deus e destinatário de Sua graça, que o torna filho Seu e herdeiro da vida eterna. A oposição doutrinária às práticas homoeróticas não elimina esta dignidade fundamental do ser humano.

Em 1997, os bispos católicos norte-americanos escreveram uma bela carta pastoral aos pais dos homossexuais. O título é: Always Our Children (Sempre Nossos Filhos). Para eles, Deus não ama menos uma pessoa por ela ser gay ou lésbica. A aids não é castigo divino. Deus é muito mais poderoso, mais compassivo e, se for preciso, mais capaz de perdoar do que qualquer pessoa neste mundo. Os bispos exortam os pais a amarem a si mesmos e a não se culparem pela orientação sexual de seus filhos, nem por suas escolhas. Os pais não são obrigados a encaminhar seus filhos a terapias de reversão para torná-los héteros. Os pais são encorajados, sim, a lhes demonstrar amor incondicional. E dependendo da situação dos filhos, observam os bispos, o apoio da família é ainda mais necessário.

No final do ano passado, a ONU debateu uma proposta de descriminalização da homossexualidade em todo mundo. Nações ocidentais se posicionaram a favor; e nações islâmicas, contra. A delegação da Santa Sé manifestou-se pela condenação de todas as formas de violência contra pessoas homossexuais. E urgiu as nações a tomarem as medidas necessárias para pôr fim a todas as penas criminais contra elas. Para a Igreja, os atos sexuais livres entre pessoas adultas não devem ser considerados um delito pela autoridade civil. Isto implica que eles não são uma ameaça para a humanidade. Inegavelmente, a sociedade e a Igreja têm mudado. Para melhor.

* Padre jesuíta e historiador

[3/10] SUPER DYKE-SE quem puder!!!

dyke-se!

The Voca People

Orgulho, tipo Z (de Zé)

Esse é mais um de meus irmãos. Exímio artista. Um cara complexo, intenso, compactado em 1,70m, 55kg e muitos cachinhos. Encontra-se atualmente em Maputo, Moçambique, dando uma olhada no mundo em preto-e-branco.

“Jan, o mundo não é tão preto e branco como a gente pensa. É muito mais”.
Zé Maia

Agora eu acredito mais ainda.

Nessa quinta tem Brigite!!

www.myspace.com/bandabrigite

Café com bolacha

ATENÇÃO, MULHERES DO RIO DE JANEIRO, NITERÓI E REGIÃO!

Clique para visitar o blog do Laços e Acasos!Nessa quinta-feira (10/9) tem Café com Bolacha, um encontro só de mulheres que acontece de 15 em 15 dias na NOVA sede do Grupo Arco-íris. Diferente de tudo que você já viu!

Onde: Rua do Senado, 230 – Cobertura
Quando: quinta-feira, 10 de setembro, às 19h

É SÓ CHEGAR!!

Encara aí, Icaraí!

Reverberando a chamada do Fórum LGBT do Estado do RJ.

ATO PÚBLICO CONTRA A TENTATIVA DE INVISIBILIDADE DO MOVIMENTO LGBT NO RIO DE JANEIRO

Atenção Companheiras e Companheiros,

Venho, através desta, enquanto membro do Fórum Estadual de Grupos LGBT do Rio de Janeiro, convidar todas/os as/os grupos do Estado, militantes, voluntárias/os, membros e freqüentadoras/es a apoiarem os grupos GDN e 7 Cores, de Niterói, em mais essa batalha contra o protagonismo LGBT em nosso estado.

Desta forma, chamo vocês a estarem conosco no Ato Público pela garantia da Parada LGBT de Niterói na Praia de Icaraí, nesta quinta-feira, dia 10 de setembro, às 17 horas, em frente à Prefeitura de Niterói (Rua Visconde de Sepetiba, 987- Centro- Niterói).

Para irmos unidas/os, vamos formar um caravana, encontrando-se às 15:30h na estação da barcas na Praça XV.

A Prefeitura de Niterói, na figura de seu prefeito Jorge Roberto da Silveira, NEGOU autorização para a realização da 5ª Parada do Orgulho LGBT de Niterói na Praia de Icaraí, no próximo dia 04 de outubro.

Há quatro anos, a Parada niteroiense vem sendo realizada neste que é o principal palco cultural-político e de visibilidade da cidade, recebendo apoio da gestão anterior em estrutura e contribuições políticas. O evento conta com o apoio massivo dos comerciantes locais e moradoras/es da redondeza. Além disso, nunca causou danos ao patrimônio público, desordem ou teve registro significativo de violência pelas autoridades públicas.

Com argumentos frágeis, questionando impacto no trânsito e perturbação da ordem, a Prefeitura de Niterói sugeriu a transferência da Parada LGBT para a Av. Amaral Peixoto, no centro da cidade.

No dia 01 de setembro, os grupos GDN e 7 Cores convidaram várias/os parceiras/os para discutir os próximos passos na estratégia de mobilização para a manutenção do evento em Icaraí. A reunião contou com a presença dos grupos Arco-Íris (Rio), Liberdade (São Gonçalo), Mover-se (Nova Friburgo), além da SUPERDir, e outras instituições. Após análises do cenário, ficou claro que o Prefeito Jorge Roberto vem sofrendo pressão dos setores conservadores da cidade para tal proibição. O movimento decidiu buscar um diálogo com o Prefeito, a fim de sensibilizá-lo para a manutenção do evento no seu local de direito.

Os impactos negativos da realização do evento na Av. Amaral Peixoto são muitos e podemos destacar os seguintes:

- Pouca extensão da via para a realização da marcha tendo efeito imediato no tempo de trajeto;

- Situar-se próximo aos 3 maiores hospitais da cidade, obstruindo a passagem de veículos e incomodando as/os pacientes em repouso;

- Ter ao entorno vielas e ruas escuras e inóspitas que contribuem para assaltos e outros atos de violência;

- Atrapalhar a locomoção de 24 linhas de ônibus que passam diariamente pela avenida.

Mas o principal impacto é a INVISIBILIDADE e a própria DESMOBILIZAÇÃO do evento. Afinal, emparedar a Parada LGBT entre os edifícios comerciais é impedir que a voz do Movimento LGBT ecoe para a sociedade niteroiense e fluminense.

Não podemos permitir isso, pois se o Movimento LGBT de Niterói ceder, teremos um precedente que, com certeza, repercutirá em outros eventos de visibilidade LGBT no estado, reforçando os argumentos contrários às paradas, oriundos de nossas/os adversárias/os. Ressalto ainda que Niterói, nos últimos anos tem sido palco de violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Não podemos nunca esquecer o caso do jovem FERRUCCIO, espancado covardemente por um grupo de pit-boys e outras agressões contra companheiros e companheiras próximos a nós. A Parada LGBT nesta cidade tem um efeito crucial de trazer este tema à tona, contribuindo para o combate à homofobia e todo tipo de discriminação.

É nossa responsabilidade militante e tarefa de cada um/a, estarmos todas e todos lá, com nossas bandeiras, faixas e apitos, fazendo muito barulho. Acredito que muitas/os de nós teremos compromissos ou a distância se fará como impedimento, mas é essa a hora, é esse o front de batalha, e a presença de cada um/a faz a diferença.

JUNTAS E JUNTOS SOMOS MAIS FORTES, e se cada um/a fizer o seu esforço pessoal a vitória será garantida. Além de celebrarmos essa conquista, estaremos de fato contribuindo para o crescimento e amadurecimento do Movimento LGBT de Niterói, que consolidou sua união, selando a paz entre seus principais grupos representantes. Essa é a grande cereja do bolo da comemoração.

Conto com a presença de vocês e os esforços em multiplicar esta convocatória.

FORTE ABRAÇO,

Julio Moreira
Secretário do Fórum Estadual de Grupos LGBT do Rio de Janeiro
Coordenador Técnico – Grupo Arco-Íris
Membro do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT
21-2215-0844 / 21-2222-7286 / 21-9318-0047

Contra a homofobia no Santa Marta

Polícia Militar vai investigar atitudes homofóbicas no Morro Santa Marta. Secretaria Estadual de Educação também reunirá diretores de escolas da Baixada.

Do jornal O Dia

Rio – A Polícia Militar instaurou procedimento para investigar a denúncia de que PMs que participam da ocupação no Morro Santa Marta, em Botafogo, teriam agredido homossexuais. Como O DIA mostrou segunda-feira, gays, lésbicas e travestis que moram na favela acusam policiais de cometer atitudes homofóbicas.

“Não vamos compactuar com nenhuma atitude preconceituosa cometida por policiais. Se forem comprovados esses desvios de conduta, os responsáveis por essas agressões serão punidos”, prometeu o relações-públicas da PM, major Oderlei Santos.

A intolerância sexual também será discutida durante o segundo encontro da Jornada de Educação e Cidadania LGBT e Combate à Homofobia. Organizado pela Secretaria Estadual de Educação, o evento, que será realizado em Nova Iguaçu, vai reunir 208 diretores de escolas de oito municípios da Baixada Fluminense.

Desde domingo O DIA vem mostrando o drama de homossexuais que são perseguidos por sua orientação sexual. Levantamento feito pela ONG Conexão G mostra que pelo menos um gay é agredido por dia nas favelas do Rio. Entre 2007 e 2008, 190 foram assassinados, o que torna o Brasil o país mais homofóbico do mundo.

Canudinho

By Vagner de Almeida

Canudinho

(preferencialmente interpretada por Renata Arruda)

Se eu tivesse um canudinho, eu chupava você

Pra dentro do meu mundinho, pra comigo viver,

pra comigo viver

Se eu tivesse um canudinho, eu me enchia de você

E acabava com o vazio, o vazio de viver

Se eu pudesse te liquefazer,

eu te bebia até ficar de porre

Você me embebeda, você me enlouquece

Ai meu Deus, como você pode ?

Se eu tivesse um canudinho, eu chupava você

Pra dentro do meu mundinho, pra comigo viver,

pra comigo viver

Se eu tivesse um canudinho, eu me enchia de você

E acabava com o vazio, o vazio de viver

Se eu pudesse te liquefazer,

eu te bebia até ficar de porre

Você me embebeda, você me enlouquece

Ai meu Deus, como você pode ?