Farofa geral

Semana passada foi aniversário do Ricardo, um dos amigos do novo trabalho. Fomos a uma drinkeria bem simpática em Botafogo e entre todo tipo de assunto nas conversas que iam e vinham, surgiu a ideia de programarmos um circuito gastronômico: de tempos em tempos iremos à casa de alguém para jantar ou almoçar uma comida que seja a especialidade daquela pessoa. No levantamento preliminar saiu feijoada, comida filipina, ceviche e outras delícias. Tô super curiosa, preparando o paladar! E de quebra, me inspirei pra cozinhar algumas pequenas tentações.

Ontem eu recebi algumas amigas em casa para uma cervejinha, bom papo e, claro, boa comida. Preparei um suflê de batata com queijo coalho que ficou delicioso servido com salada de folhas. Mas acabou rápido e não tirei fotos. Como passei o dia sem uma refeição, resolvi agora há pouco preparar uma tortinha de atum com o que tinha na dispensa. Tá bem boa e ideal pra uma ou duas pessoas. No meu caso, ainda vai valer de almoço amanhã!

Jantinha charmosa

É rápido e fácil de fazer:

1 xícara de farinha integral
1/2 xícara de farinha de trigo refinada
1 lata de atum light
1/4 de xícara de óleo
1/2 xícara de abobrinha picada
2 colheres de cheiro verde picadinho
2 colheres de pimentão vermelho picado
2 ovos, primeiro bata as claras em neve, inclua as gemas e jogue sobre a mistura acima
1 colher de café de fermento em pó químico

Unte uma forma, coloque a massa, use a imaginação para decorar, e leve ao forno forte por cerca de meia hora.

A saladinha tá com alface roxa, agrião e rúcula selvagem – R$ 2,50 na feira – tomates fatiados, baby cenouras e morangos cortados cumpridinhos. Tempere com azeite, um bom mix de pimentas moídas na hora e balsâmico. Hummmmmm….

29 de maio – Cineclube LGBT

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9ª EDIÇÃO DO CINECLUBE LGBT

A próxima edição do Cineclube LGBT será no dia 29/05, 21h00, no Cinema Odeon Petrobras, na Cinelândia, e exibirá o Programa Especial FEMINA com cinco curtas-metragens que mostram visões de mulheres de diferentes países sobre a sexualidade.

O FEMINA – Festival Internacional de Cinema Feminino é o primeiro evento do gênero no Brasil e foi criado com o objetivo de destacar o trabalho das mulheres no cenário cultural e cinematografico brasileiro e mundial, e promover a igualdade de gênero.

Criado em 2004, o FEMINA é formado por sessões em cinema e vídeo de filmes dirigidos por mulheres e/ou com temática feminina, distribuídas em mostras competitivas ou temáticas, além de debates e palestras que abrangem a atuação do universo feminino em questões política-sócio-culturais.

Os ingressos antecipados serão vendidos a partir de terça-feira, 26/05, 14h00.

Erotismo no cinema brasileiro

Clique na imagem para ver a programação completa.

(RJ) Caixa Cultural apresenta

Alguém salve a Maísa!!

Claro que a cabeça dela não estava doendo tanto quanto ela estava se sentindo humilhada e pressionada. Felizmente o Ministério Público já está tratando de tirar essa menina das garras do monstro SS. Adoro vê-la na TV, acho que ela tem um talento raríssimo e de alto nível, mas nenhuma criança pode ser tratada dessa forma, pior ainda em rede nacional!! NÃO MESMO!!

Veja a notícia no Correio Braziliense.

E as lésbicas, como vão?

Hoje no castelinho do Flamengo, Praia do Flamengo, 158 – esquina com a R. Dois de Dezembro, às 19:00hs, acontece a mesa redonda

E as lésbicas, como vão?

NÃO PERCA!!!

Informações (21) 2334-5546 e 23345528

Para saber da programação para o resto da semana, acesse o site do Grupo Arco-Íris.


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Desafio IDAHO

Dia 17 de maio é o Dia Internacional de Combate à Homofobia (em inglês, a sigla para International Day Against Homophobia é IDAHO). Ontem aqui no Rio fizemos um bonito ato pelo fim da homofobia e da violência em função de orientação sexual e identidade de gênero. Éramos poucas e poucos, cerca de 150 pessoas, mas fizemos um barulho e chamamos a atenção das pessoas que estavam pela praia. Algumas das palavras de ordem lembravam que “por trás do silicone também bate um coração”, que liberdade de expressão sexual não faz mal a ninguém e também ao Senado que ano que vem tem eleições, e que nós LGBTs estaremos atentas e atentos para não elegermos pessoas que nos discriminam dentro do parlamento.

Em nível mundial, uma campanha foi lançada há cerca de dois meses chamando as pessoas a gravarem vídeos em seus próprios idiomas dizendo basicamente “tenho orgulho de ser gay, lésbica, travesti, bissexual, transexual”. O vídeo foi lançado ontem no youtube, veja abaixo.

Não percam! Repassem a amigas e amigos, pessoas LGBT ou não. O novo desafio é bater a marca de 1 milhão de visualizações para esse vídeo no youtube.

Temos a ferramenta nas nossas mãos, forjemos a nossa propria história com menos violência e desigualdades!!

Xô Gilmar Mendes!!

Uma noite e tanto, sobre a qual a grande imprensa nada falou, como era de se esperar. Veja abaixo as fotos e o artigo do Leandro Fortes.

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Uma noite inesquecível, por Leandro Fortes

Não deixa de ser curioso constatar o clima de Baile da Ilha Fiscal que cercou, literalmente, a impressionante manifestação popular levada à cabo na noite de hoje, 6 de maio de 2009, na Praça dos Três Poderes, em frente ao Supremo Tribunal Federal, aqui em Brasília. Logo cedo, o ministro Gilmar Mendes, alvo dos manifestantes, mandou colocar cercas em todo o perímetro do STF com a inacreditável desculpa de que seria preciso preservar o ambiente para um evento noturno, a apresentação de um anuário jurídico publicado pelo jornalista Márcio Chaer, do site Consultor Jurídico. Chaer e Mendes são amigos, mais que amigos, fraternos aliados empenhados em uma simbiose ideológica travestida de relação jornalística. Difícil é definir quem é a fonte de quem.

Quis o destino que a tertúlia do Conjur, montada para dar um ar de naturalidade a uma noite de protestos anunciados, surtisse um efeito perversamente oposto, alçada que foi a farra a pano de fundo perfeito para as luzes de milhares de velas acesas em frente ao STF. Graças ao convescote, os manifestantes puderam perceber a presença física, ainda que à distância, de Gilmar Mendes. Àquela altura, o presidente do STF já estava amargamente arrependido de ter apostado no fracasso da manifestação. Mais cedo, ele havia relegado o movimento a uma ação de inimigos dos quais, em mais uma de suas declarações infelizes, disse se orgulhar. Com Mendes na mira, vieram as palavras de ordem, gritadas a pleno pulmão. Ele ouviu.

Coisa linda é uma manifestação noturna com 10 mil velas. Pelo menos duas mil pessoas passaram pela Praça dos Três Poderes para participar, olhar ou só constatar o que estava acontecendo em meio àquela alegre balbúrdia de luz. Os carros normalmente indiferentes ao rush da capital federal buzinavam, em apoio aos manifestantes. Pessoas desciam dos ônibus para prestar solidariedade. Ele viu.

Que ninguém se engane. Esta noite, algo se quebrou em Brasília.

Leandro Fortes é jornalista da Carta Capital e foi o primeiro jornalista censurado por um presidente do STF sem processo, sem sentença e sem autos.

O Povo iluminando o Judiciário

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WOW! T-mobile soube fazer a produção do filme

Descobri tudo, e não foi difícil. Essa mobilização foi possível basicamente por conta da quantidade de dinheiro investido. Começou com um ‘flash-mob’, ou mobilização relâmpago, e a ação a ser desenvolvida era uma coreografia na estação de metrô em Liverpool Street.

Nem tão “flash” assim…

A T-mobile, empresa de telefonia celular operando na Inglaterra, postou  vídeos no Youtube ensinando a coreô.

Primeira parte:

Segunda parte:

Incentivaram o público a aprender a dança, ensaiar em casa, filmar e postar no youtube. Aí as pessoas começaram a treinar em lugares públicos e privados por todo o país.

Birmingham

Leeds

Glasgow

Edinburgh

Depois teve uma “audição”, ou tipo de seleção que se faz para filmes, espetáculos de balé e teatro etc.

E o resultado…

Colhendo os louros da ação de PROPAGANDA FORTE, a T-mobile resolveu apostar no gigantesco caraoquê na Trafalgar Square, que você vê no post abaixo. Jogou um “teaser”, ou uma chamada, na TV…

… e correu pro abraço.

Impressionante. De novo: quando vamos fazer algo assim para construir um mundo melhor, mais justo, menos violento…?

Let’s make it better!! better, better, better, beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeetter!

Pesquei esse no blog da “Val na Web“. Veja se não é emocionante?!

Como será que juntaram essem monte de gente? Terá sido por internet ou por SMS? Chamaram por e-mail, orkut, facebook, twitter…?

Será possível então nos mobilizarmos para alcançar algo, exigir mudanças nas políticas, pressionar um governo… fazer um mundo melhor?!

A lição do meu avô, que casou com minha avó e pariu a minha mãe

13 de maio, Abolição da Escravatura e Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo

“Guerreando pra sorrir”
A lição do meu avô, que casou com minha avó e pariu a minha mãe

Zulu Araújo
Presidente da Fundação Cultural Palmares

Abolição, palavra carregada de sentidos, dores, afetos e interpretações as mais diversas. Palavra que incendiou corações e mentes no século XIX e estimulou discussões apaixonadas sobre a vida, a liberdade e o futuro da humanidade. Símbolo que titulou movimentos libertários e tornou-se o principal combustível para a entrada do Brasil no século XX. Conteúdo concreto que povoou os sonhos de milhões de brasileiros ao longo de quase 400 anos. Mas, apesar de tudo isso, há uma forte inquietação quanto ao seu significado nos dias de hoje.

Vivemos momentos de perplexidade diante de tanta polêmica e reações indignadas por parte de setores da sociedade brasileira. Isso, por causa das políticas públicas, implementadas para a promoção da igualdade racial no Brasil, mais conhecidas como políticas de ações afirmativas. Por isso, vale perguntar: Para que conquistamos a Abolição? Que idéia ou sentido de liberdade gerada por este ato deve orientar nossas ações nos dias de hoje?

O poeta José Carlos Capinam, ícone do movimento tropicalista nos anos 1960, nos dá uma pista. Com versos poéticos e precisos, no poema/canção Abolição, ele nos ensina: “Acabar com a tristeza, com a pobreza e o apartheid, não fazer da humanidade, a metade da metade, parte branca, parte negra”. Pois bem, é com esses versos na cabeça e um tanto de emoção, que gostaria de responder às indagações acima.

Abolição para que a sociedade brasileira conquiste a cidadania plena, o desenvolvimento econômico e social, para que todos seus filhos, independente da cor da pele, de sua origem social ou opção religiosa possam ser tratados com dignidade e igualdade, conforme a Constituição. Mas também para que, em seu nome e em nome de milhões de brasileiros e brasileiras, que empunharam essa bandeira com coragem e distinção, impeçamos que a desigualdade, o racismo e a discriminação, gerados por séculos, naturalizem-se em nosso cotidiano, como parte do nosso jeito mestiço de ser.

Abolição para sensibilizar e conscientizar os homens e mulheres que dirigem o país, em especial aqueles que nos representam na Justiça e no Parlamento, de que a promoção da igualdade racial não pode ser apenas o recheio mágico de discursos vazios sobre a beleza da mestiçagem, o encanto das mulatas etc. Ainda mais quando estudos e pesquisas apontam para a iniqüidade das relações raciais no Brasil, a exemplo do uso do critério da “boa aparência”, que leva à exclusão milhões de brasileiros e dificulta a eles o acesso a determinados nichos do mercado de trabalho, como a publicidade, a moda e a televisão.

Abolição para impedir que o conservadorismo e o medo que latifundiários impingem ao campo, sempre que tratamos de regularização da terra, nos leve a ignorar a presença de milhões de remanescentes de quilombos, que, apesar de tanta dor e indiferença, continuam resistindo nos rincões do país, com a viva esperança de que a abolição os alcance de fato e assim possam ter acesso àquilo que lhes pertencem por justiça e direito.

Abolição para superarmos a abissal diferença entre a qualidade do ensino público e privado e a exclusão de um enorme contingente de jovens brasileiros do ensino superior. Afinal, o Brasil contemporâneo, aberto, criativo e plural não pode entregar à própria sorte parte da juventude brasileira a grupos de extermínio e a narcotraficantes. Reconhecer esse direito e possibilitar a reparação histórica por meio da ampliação do acesso desses jovens às universidades públicas é mais que um dever, é um compromisso com o futuro do país.

Portanto, a celebração desses 121 anos da abolição da escravatura no Brasil, só tem sentido se, de um lado, debelarmos a hipocrisia que grassa na sociedade quanto à questão racial (todos consideram que existe racismo no Brasil, mas ninguém se intitula enquanto agente de tal crime), e, de outro, dermos conteúdo real às aspirações de mais da metade da população brasileira. Ou seja, é preciso instaurar a abolição definitiva da discriminação, que ainda persiste no Brasil, por meio de ações concretas que levem à promoção da igualdade racial e social. E nada melhor que o poeta Capinam para nos inspirar: “Abolir essa careta, que esconde a Natureza e que me faz ser teu irmão. Abolindo a velha intriga e guerreando pra sorrir”.

PS de Jandirainbow: o autor esqueceu-se de mencionar a orientação sexual, como se tal não fosse também razão para desigualdade, desrespeito e geração de iniquidades. Uma pena. Talvez um dia o movimento negro reconheça a existência de negr@s lésbicas, gays, travestis, transexuais e bissexuais – e quem sabe @s acolha.