Para a programação completa, visite o site da campanha: www.campanha16dias.org.br
10 horas
Audiência Pública – “Obstáculos e Desafios no Combate à Violência Contra a Mulher”
O objetivo da audiência será avaliar as políticas implementadas no combate à violência contra a mulher e identificar os obstáculos e pensar alternativas.
Contará com a participação da Ministra Nilcea Freire (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), Cecília Soares (Superintendência de Políticas para as Mulheres do Rio Janeiro), Juiza Adriana Ramos de Mello (1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca do Rio de Janeiro) e Inamara Pereira da Costa (Coordenadora das DEAM’S do Rio de Janeiro)
R: Dom Manoel S/N 6ºandar
16 horas
- Manifestação: “Por mim, por nós e pelas outras: Não a violência contra a Mulher”, organizada pelo movimento de mulheres do Rio de Janeiro.
Concentração às 16 horas, no Saara, Uruguaiana e Av. Rio Branco, que seguirão para um ponto de encontro na Av. Rio Branco / esquina com Rua Sete de Setembro, saindo daí em caminhada para a Cinelândia.
Eu sou noveleira. Assumo. Uma vez falei isso pra uma professora na faculdade de Jornalismo e ela ficou muito impressionada com o meu entusiasmo e franqueza. Adoro estar em casa fazendo qualquer coisa e ouvindo a novela pela televisão. Ou de sentar em frente a TV e simplesmente assistir toda a sequencia de novelas. Hoje, a minha favorita é… A FAVORITA. Por vários motivos: a trama, a impecável interpretação de Patrícia Pillar, o deputado corrupto, a velha interesseira, o Orlandinho com a Céu, a bucólica vila operária que não se dá conta que vive contaminada pela fumaça da papeleira do Gonçalo… e onde está o núcleo lésbico da novela!
Quando a Estela se assumiu lésbica para a Catarina, há cerca de dez dias, eu e outras noveleiras comentávamos do avanço que foi aquela cena, da forma delicada e direta que o autor, João Emanuel Carneiro, encontrou para tratar do tema, sem reforçar estereótipos e ainda desconstruindo o mito da sapatão fanchona machorra. Mas – sempre tem que haver um ‘mas’ – eu dizia que o próximo passo seria o discurso do Léo de que ela só é lésbica porque não foi bem comida. Falei. Falei mesmo, e tenho certeza que minhas amigas e amigos noveleir@s hão de confirmar nos comentários! rsrsrs… Logo abaixo você verá, pois, a fala do machão mais tosco da trama das 21h.
Por outro lado, a Catarina (Lílian Cabral) faz uma fala maravilhosa sobre preconceito, discriminação e intolerância. João Emanuel está sendo bastante feliz no trato da questão, fico feliz.
Podemos esperar que o Léo procure consumar o ato que, ele pensa, poderia curar a Estela dessa “doença”. Bem, se acontecer, espero que o autor aproveite para também dar visibilidade à Lei Maria da Penha, disque 180, campanha ”16 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres” e demais ferramentas existentes para combater a violência.
Já na última parte da novela, uma outra cena afirmativa, dessa vez envolvendo Céu e Orlandinho, desconstruindo o mito do “gay devasso”. Olha só!!
Até o próximo capítulo!
Olá pessoas!
Passei para dizer que ando longe de casa há mais de uma semana, por isso não tem posts novos. Em breve haverá novidades!
Beijos!! Jandirainbow
Já vem chegando o verão… E agora, José Arruda?Brasília é uma cidade linda e muito peculiar. Niemeyer separou tudo em setores – bancos, hotéis, comércio, residências – e parece que o clima entendeu, e acompanha. É incrível vir da Asa Norte à Sul pelo eixão, sob chuva forte, passar por um viaduto simples e do outro lado estar tudo seco, como se nada tivesse acontecido. Receber um convite para sair e dizer que não dá para sair debaixo “dessa chuva” e a pessoa do outro lado perguntar “que chuva?”. Muito comum.
Ontem caiu “uma chuva daquelas”. Daquelas que, diga-se de passagem, só caem quando estou sozinha em casa. A mangueira sexagenária a menos de 3 metros da minha janela se enverga pra lá e pra cá, resistindo à força do vento. Meu jardim de janela fica todo bagunçado, depois leva 3 dias pra se rearrumar. E a cidade vira um caos, todo ano, com problemas específicos sempre nos mesmos pontos.
A matéria do Correio Braziliense de hoje parece ter sido copiada dos anos anteriores. Nem precisava ler pra saber:
- em frente a CTIS, na 511 norte, a via sul-norte fica totalmente alagada e no sentido oposto, caem árvores (ou alaga também, isso varia de ano pra ano)
- a tesourinha da 209/210 norte só é trafegável pro veículos aquáticos – canoas, botes, caiaques…
- por falta de limpeza adequada nas calhas, hospitais se inundam com o vazamento que ocorre pelos bocais das lâmpadas (!!!); esse ano foi o Materno-Infantil (!!!)
- árvores que caem por cima da rede elétrica, derrubando postes e colocando pessoas em risco de eletrocução
- lojas e restaurantes ficam inundados em vários pontos da cidade, causando enormes prejuízos a comerciári@s locais
Isso sem falar nas árvores que caem sobre carros e casas, causando outra sorte de prejuízos.
Vivo em Brasília há 32 anos. Ando de ônibus há pelo menos 20, e dirijo automóveis há 12. Todo ano é a mesma coisa. Entra “governo” (é assim que chamam!), sai “governo” e tudo fica igual, exatamente como antes. Na verdade, só piora. Agora que temos Governador e Vice empresários do ramo da construção civil, cada dia menos temos superfície permeável para absorver a água das chuvas.
Cimento e asfalto não absorvem água da chuva, viu!!
A água corre pro mar, mas tem que passar por algum lugar, né. No nosso caso, são as vias, lojas, garagens, tesourinhas… porque as bocas de lobo e a rede de água pluvial, obviamente, não foram preparadas para a chegada do verão.
Todo ano é assim… e a gente ainda não aprendeu…
O diretor de cinema Bruno Barreto, de Dona Flor e Seus Dois Maridos e Última Parada 174 já anuncia seu próximo projeto.
“Chama-se “A Arte de Perder” e será sobre a poetisa americana Elizabeth Bishop, que desembarcou no porto de Santos nos anos 1950, envolveu-se com Lotta Macedo Soares e por aqui ficou. Barreto contou que receberia hoje de Carolina Kotscho, roteirista de ‘Os Dois Filhos de Francisco’, o primeiro tratamento do roteiro do novo filme. Avisou que há boas novidades sobre o projeto para serem anunciadas, algo que pode ter sido amarrado durante o Festival de Toronto, onde se realizou a pré-estréia mundial de ‘Última Parada: 174′. Os detalhes devem vir à tona em breve. Se Amy, sua ex-mulher, fará o papel de Bishop, ele ainda não sabe. ‘Tenho algumas dúvidas com relação a isso, mas também preciso conversar com ela’, disse ele.” (Alessandro Giannini, do Uol Cinema)
Elizabeth Bishop
Tradução de Horácio Costa
A arte de perder não tarda aprender;
tantas coisas parecem feitas com o molde
da perda que o perdê-las não traz desastre.
Perca algo a cada dia. Aceita o susto
de perder chaves, e a hora passada embalde.
A arte de perder não tarda aprender.
Pratica perder mais rápido mil coisas mais:
lugares, nomes, onde pensaste de férias
ir. Nenhuma perda trará desastre.
Perdi o relógio de minha mãe. A última,
ou a penúltima, de minhas casas queridas
foi-se. Não tarda aprender, a arte de perder.
Perdi duas cidades, eram deliciosas. E,
pior, alguns reinos que tive, dois rios, um
continente. Sinto sua falta, nenhum desastre.
- Mesmo perder-te a ti (a voz que ria, um ente
amado), mentir não posso. É evidente:
a arte de perder muito não tarda aprender,
embora a perda – escreva tudo! – lembre desastre.